Alice Bastos mora no cruzamento das ruas São José com coronel Alves Seabra, em frente à casa onde a cobra passou sobre o menino de 1 mês, anteontem. Ela diz que está cansada de reclamar para a prefeitura sobre o matagal existente nas proximidades. É lá, acredita ela, que a cobra estava. “Cansamos de reclamar. A prefeitura não faz nada. Aqui tem de tudo: cobra, escorpião, caramujo e outros bichos”, enumera.
A dona de casa aponta o mato de terrenos na rua Adalberto Barbosa, via paralela abaixo da coronel Alves Seabra como um dos criadouros de bichos na Vila Seabra.
“Ali é uma rua que não dá para passar de tanto mato. Há três anos uma cobra coral entrou na casa da sogra de minha filha, minha vizinha na época. Era uma coral e por pouco não picou meu neto”, relembra.
Maria Cleusa Brito dos Santos, proprietária de um bar ao lado da casa onde a cobra foi encontrada anteontem, está com medo. Para proteger a família, ela mandou colocar, já há algum tempo, telas em todas as janelas. “Estou com muito medo. A cobra, segundo me informaram, estava desovando. Os ovos vão criar, colocando a minha família em risco”, diz, preocupada.
A comerciante lembra que no terreno onde a cobra foi localizada havia uma casa de madeira, que foi demolida. “As telhas, madeiras e alguns tijolos ficaram armazenados no quintal. A dona da casa não mora aqui e não tira o entulho. Eu acredito que o ninho da cobra seja ali”, aponta.