Dia 25 de março, comemora-se o “Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial”. Para ilustrar e homenagear essa importante data, é importante contar um pouco da história do reverendo Martin Luther King, que usou os métodos do indiano Mahatma Gandhi para combater a discriminação racial nos Estados Unidos. Martin Luther King já tinha um sonho: que homens e mulheres fossem considerados iguais, sem levar em conta a cor da pele. Que todos pudessem freqüentar as mesmas escolas, sentar-se lado a lado em ônibus, comer no restaurante. Uma realidade distante para negros norte-americanos há 40 anos.
Para concretizá-la, o líder negro usou os métodos de outro libertário. Assim como o indiano Mahatma Gandhi, ele mobilizou milhares de pessoas para mudar o mundo de forma pacífica. Tudo o que ele queria era virar pastor. Acabou sendo o mais jovem ganhador do Nobel da Paz. A luta contra a segregação racial acabou se transformando em um pesadelo pessoal para King, que foi preso 20 vezes, sofreu quatro atentados e teve a família ameaçada. Aquele que defendeu até o fim a resistência pacífica foi calado em 4 de abril de 1968 por um tiro de fuzil. Mas seu sonho de igualdade começou a se tornar realidade. A formação cristã e o brilho pessoal tiveram tudo a ver com o papel que o líder negro assumiu na luta pelos direitos civis, que mudou a cara dos Estados Unidos.
King nasceu em 1928. Ao se formar em sociologia, aos 19 anos, partiu para um novo desafio: estudar em uma instituição que aceitasse negros e brancos em pé de igualdade. King alimentava seus seguidores com uma retórica com ares religiosos. Em outro discurso que ficou famoso em 3 de abril de 1968, o líder negro disse: “Nós teremos dias difíceis pela frente, mas isso realmente não importa para mim agora, porque estive no topo da montanha. Vi a terra prometida. Posso não chegar lá com vocês, mas eu quero que vocês saibam que nós, como um povo, iremos chegar à terra prometida.”
Parte do discurso soou depois como premonição. No dia seguinte, King foi assassinado na varanda de um hotel em Memphis, no Tennessee. A autoria do disparo até hoje é um mistério. É verdade que a terra prometida ainda está longe. A desigualdade social entre negros e brancos persiste até hoje, embora os Estados Unidos tenham dado muitos passos para abolir a discriminação racial. A mais persistente e urgente pergunta da vida é: o que você está fazendo pelos outros? Martin Luther King Jr. fez uma escolha... E você, fez a sua? Frase do líder: “Sonho que meus quatro filhos viverão em uma nação em que não serão julgados pela cor da pele, mas pelo caráter.”
João Álvares - delegado regional da Associação Paulista de Imprensa