09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de pescador: O Brinco


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Eu e o amigo Chicão estávamos pescando na ponte do matozinho, no rio Batalha. Sempre levávamos a famosa 51, que era para não se resfriar, se por ventura alguma pessoa caísse na água, era só para isso que servia.

O dia estava bom para pesca, eu tinha arrumado um poço e estava pegando muitos tambiús. Era só jogar a linha, lá vinha os tambiús. Enquanto o amigo Chicão ainda estava com o dedo atolado, ele não tinha pego nada e já estava querendo ir embora, porque não era o seu dia. Aí, o amigo Chicão pediu se ele podia pescar um pouco onde eu estava, para ver se a sorte melhoraria. Eu disse que tudo bem! E ele veio. Nesse momento, eu tinha perdido o anzol num enrosco e fui fazer a troca do mesmo, bem atrás dele, e foi quando ele joga a vara para traz e na volta fisga minha orelha. Eu grito pára... pára... você fisgou a minha orelha, o anzol entrou bem no lugar onde se coloca o brinco. E não era o dia dele mesmo.

Ele pega o litro de 51, derrama na minha orelha e fala, vamos já tirar este anzol, vamos pegar o alicate de corte e cortar o anzol. E digo para ele, alicate! Que alicate? E nós não tínhamos. Bem, a pescaria já era. Arrumamos as tralhas e voltamos para casa. Eu com um belo de um brinco nº 12 na orelha. Se fosse o dia de hoje tudo bem, era a moda, mas há 30 anos não pegava bem, né?

Esta foi mais uma das pescarias do nosso tempo que deixou muitas saudades. Que saudades do Matozinho, e continuo a pescar.

Florindo Martins