08 de julho de 2026
Nacional

PF prende oito suspeitos de adulterar combustível em SP, Minas e MT

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Polícia Federal (PF) prendeu ontem oito suspeitos de integrar uma quadrilha que adulterava gasolina nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Outros cinco suspeitos, para os quais já foram expedidos mandados de prisão, estão foragidos. A operação foi coordenada pela seccional da PF em Piracicaba. Os oito suspeitos - seis de Limeira, um de Cordeirópolis e um de Guarujá - estão presos na sede da PF em Limeira, provável base da quadrilha. Na ação, também foram apreendidos pelo menos dez veículos, entre eles dois caminhões utilizados para o transporte de combustível. Há mandados para a apreensão de mais de 30 caminhões.

A PF não revelou o nome dos presos, nem das empresas onde foram realizadas as apreensões, para “não atrapalhar as investigações”. O órgão informou apenas que alguns dos presos são “empresários de alto poder aquisitivo”. A quadrilha, que vinha sendo investigada há quatro anos pelo Ministério Público de São Paulo e há dois anos pela PF, vendia gasolina misturada a solventes utilizados para a fabricação de tintas. A organização constituía empresas de fachada, em nome de “laranjas”, com sede nos Estados do Pará, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Essas empresas compravam os solventes em indústrias químicas. Em vez de serem levados aos supostos Estados de origem das empresas, os solventes eram desviados para bases clandestinas de mistura e distribuidoras de combustíveis. A gasolina, misturada com o álcool e os solventes, era então vendida em postos de terceiros ou de integrantes da própria quadrilha.

A Operação Dissolve foi feita em parceria com o Ministério Público Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Secretaria de Fazenda de São Paulo. Além da prisão dos oito suspeitos e da apreensão de veículos, também foram apreendidos documentos e computadores em dez postos de combustível, quatro transportadoras, duas distribuidoras e duas indústrias químicas. Com exceção de uma transportadora de Cuiabá (MT), todas as empresas onde ocorreram as apreensões ficam na região de Piracicaba. Nenhum posto foi lacrado.