08 de julho de 2026
Auto Mercado

Jóia rara

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Conhecido por ser um apaixonado pelos carros antigos, o empresário bauruense José Carlos Landro acaba de aumentar sua coleção com um automóvel raríssimo de ser ver andando por aí: uma Volkswagen Kombi 1961 com seis portas.

“Até hoje, e olha que freqüento eventos de antigomo-bilismo e sou um praticante desse hobby há muito tempo, só vi duas iguais a essa: a que comprei e a que meu pai tirou zerinha. A gente até acha Kombi desse ano, mas com seis portas é a coisa mais difícil”, destaca Landro. Ele conta que o modelo que agora tem o privilégio de contar em sua garagem integrou uma série especial produzida pela Volkswagen para ser utilizada como táxi. “Ela era muito usada para o transporte de passageiros, principalmente os professores que davam aulas em áreas rurais”, informa Landro.

O colecionador destaca que, além das duas portas adicionais, o veículo diferencia-se das demais por ser 18 centímetros mais comprida. No mais, possui motor 1200 e câmbio de quatro marchas “seco” (sem marchas sincronizadas), ambos originais.

Só que o processo de aquisição da “kombosa” não foi nada fácil e deu um enorme “suadouro” em Landro, que fechou o negócio no Rio Grande do Sul, no município de Boa Esperança do Sul, com o antigo dono, um comerciante que a utilizava para transportar mercadorias para sua mercearia.

“Procurava uma desse tipo há uns seis anos e cheguei a descobrir que havia uma em São José do Rio Preto que foi para um museu da Alemanha. Mas um amigo meu de Araraquara, que estava passeando em Boa Esperança do Sul, me avisou que tinha visto um modelo seis portas rodando por lá. Não tive dúvidas e viajei para a cidade gaúcha”, recorda Landro.

E lá a negociação foi complicada, pois o antigo proprietário não tinha intenção de se desfazer do veículo. “Ele não queria vendê-la de jeito nenhum. Mas conversei com ele e ofereci R$ 5 mil, mesmo sabendo que ela, nesse estado, não vale nem R$ 1 mil. Ele aceitou, mas queria só em dinheiro. Então, tive de voltar para Bauru para juntar a grana, mas fiz ele e a esposa dele assinarem um termo se comprometendo a não desistir do negócio. Retornei para o Sul e fiz a compra”, relembra o empresário.

Agora Landro pretende restaurá-la por completo, processo que ele estima que irá gastar cerca de R$ 12 mil. “Vou começar a recuperá-la esta semana, pois já encontrei um monte de acessórios e equipamentos originais dela, como as rodas e pára-choques”, conclui.