09 de julho de 2026
Geral

Dificuldades estarão na pauta do conselho

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Quando o feijão literalmente faltou à mesa, os problemas referentes à merenda chegaram ao Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O assunto deve pautar a próxima reunião da entidade, formada por representantes da sociedade civil, de pais de alunos, de professores, além de membros do Legislativo e Executivo. O encontro está marcado para o próximo dia 12.

“Estamos no aguardo para verificar quais providências tomaremos. Como presidente do conselho e como norma de vida, eu tenho por objetivo não pecar por omissão”, explica Mara Sales Algodoal Vieira. Indicada por clubes de serviço, ela tornou pública a falta de produtos básicos para a merenda por meio do JC.

Também tesoureira do Lar Escola Rafael Maurício, Vieira constatou na própria instituição a falta de itens, situação posteriormente confirmada com outras entidades e ainda com o diretor do Departamento de Merenda Escolar da Secretaria Municipal da Educação, Júlio Della Togna Neto.

Mas foi numa reunião, da qual participaram merendeiras, que ela tomou conhecimento dos problemas enfrentados pela escola estadual Ernesto Monte. Os alunos matriculados no período noturno estão sem a refeição por falta de profissional para servi-la. O problema, inicialmente, foi denunciado pelo estudante Francisco Carlos Pereira da Silveira.

Quando o assunto foi abordado em matéria, a Diretoria de Ensino alegou que sua obrigação para com o fornecimento da merenda escolar se restringe aos alunos do ensino fundamental, informação reiterada pela Secretaria do Estado da Educação. O alimento seria servido a todos somente quando coincide o horário de aula dos estudantes do ensino médio e fundamental.

Ocorre que um documento assinado pela diretoria do Ernesto Monte confirma a matrícula de 100 alunos do ensino fundamental no horário noturno. Com o ofício em mãos, o Conselho de Alimentação Escolar solicita mais uma merendeira.