08 de julho de 2026
Polícia

Número de homicídios cresce 40%

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O número de homicídios registrados no mês de março está surpreendendo as polícias de Bauru. Até ontem eram 14 contra dez registrados no mesmo período do ano passado (aumento de 40%). Para a Polícia Militar, os crimes podem ser sazonais, como aconteceu em 2004 e 2005 em meses diferentes. Para a Polícia Civil, o tipo de crime que está ocorrendo é de difícil prevenção.

Dois homicídios ocorridos no final da semana retrasada e um no último final de semana preocupam a polícia, diz o delegado seccional Donizete José Pinezi. Segundo ele, os locais e os motivos que levaram aos crimes estão sendo estudados. “Os homicídios estão acontecendo em bares e dentro de residências por motivos familiares, em sua maioria. Para esses casos, não há muito o que fazer em termos de prevenção.”

Na maioria dos casos, a arma utilizada é a faca. “A polícia recolheu as armas de fogo da população, então, a faca passou a ser a mais usada para cometer crimes.” Pinezi diz que todos os distritos, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) trabalham para diminuir o índice de crimes contra a vida.

Para a Polícia Militar, seriam necessários cinco períodos seguidos de crescimento de registros de homicídio para ser considerado como uma tendência. O major Pedro Batista Lamoso ressalta que a PM já planeja intensificar as operações preventivas, mas acredita que o problema seja sazonal.

De acordo com ele, em 2004 e 2005 ocorreram períodos em que o crime de homicídio cresceu, apesar da curva descendente detectada desde 1999. Na opinião do major, a faca passou a ser a arma mais usada porque a Lei de Desarmamento é severa, incluindo prisão.

De acordo com Pinezi, em Bauru foram apreendidas 76 armas brancas neste ano. “Em janeiro foram 26, em fevereiro 35 e em março, 15.” O total de armas de fogo apreendidas no mesmo período foi de 137. Na região foram apreendidas 28 armas brancas e 44 de fogo.

Aposentadoria

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo/Interior 4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal, anunciou ontem que a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) pode perder seu atual titular. “O delegado José Jorge Cardia pediu sua aposentadoria na semana passada. Ele vai gozar 30 dias de licença e, se a documentação dele for aceita, estará aposentado.”

A saída, ainda que temporária, só será definitiva quando for publicada no Diário Oficial, explica o diretor. Mas isso faz com que a Polícia Civil transfira a titularidade da Dise para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “O delegado da DIG (Silberto Sevilha) fica responsável pela Dise, até que a situação se resolva.”

Outro pedido de aposentadoria foi feito pelo ex-delegado seccional de Bauru, Antonio Ângelo Ciocca. “Ele cumpre 15 dias de férias aguardando a publicação de sua aposentadoria. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) vai responder pela Delegacia de Infância e Juventude (Diju). Enquanto a titular da DDM, Rejane Borro Tiritan, estiver em férias, o delegado assistente da seccional, Luiz Henrique Casarini, responderá pela Diju.”