10 de julho de 2026
Bairros

Fogo destrói loja de móveis Romera e causa prejuízo de R$ 250 mil

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

A loja de móveis e eletrodomésticos Romera, localizada na quadra 6 da rua 1.º de Agosto, havia programado para começar ontem uma promoção de aparelhos televisores e DVDs. Mas ontem mesmo, por volta das 2h da madrugada, o estoque e quase todo o material em exposição na loja foram consumidos por um incêndio que durou aproximadamente três horas. O gerente comercial, André Silva, estima prejuízos de aproximadamente R$ 250 mil. Apenas aparelhos celulares que estavam armazenados em um compartimento nos fundos do prédio não sofreram danos. Este foi o quarto incêndio de grandes proporções ocorrido em Bauru no período de um ano. A causa do incêndio na loja está sendo investigada pela Polícia Técnica.

O Corpo de Bombeiros estima que o incêndio teria começado às 2h, mas só foi notificado às 2h30. Por volta das 2h40, quando a equipe chegou no local, as labaredas já consumiam, rapidamente, todo o interior da loja. Não havia ninguém dentro do estabelecimento e o fogo foi controlado às 5h. Ao todo, foram utilizados cerca de 40 mil litros de água por cinco viaturas. Na manhã de ontem, outros 20 mil litros foram necessários para conter mais 20 focos de incêndio encontrados pelos bombeiros durante o rescaldo.

O trabalho foi acompanhado por curiosos que paravam para observar os estragos e pelos próprios moradores ao redor. Um deles, que preferiu não se identificar, disse que ficou sabendo do incêndio quando um amigo que mora em um edifício em frente à loja interfonou no seu apartamento. “Ele me perguntou o telefone do gerente da loja, mas eu não sabia. Quando perguntei o porquê, me disse que estava acontecendo um incêndio”, conta. Quando viu as labaredas, assustou-se. “Os estralos eram muito fortes”, disse.

Um funcionário do hotel ao lado da loja também foi um dos primeiros a perceber o incêndio. Ele estava assistindo televisão quando percebeu um barulho estranho. “Ele foi até a lavanderia, nos fundos do hotel, e viu que não eram os equipamentos que faziam barulho e sim o fogo no prédio ao lado”, conta o chefe de recepção do hotel, José Crepaldi Maia. Em seguida, o funcionário chamou o Corpo de Bombeiros. O calor acabou quebrando vidros de duas janelas. Duas portas e uma janela foram arrombadas pelos bombeiros para facilitar a contenção do fogo. Água do hotel também foi usada para diminuir o incêndio. “Foi o primeiro incêndio (presenciado no local) em 45 anos de existência do hotel”, diz Maia. Os 30 hóspedes foram retirados dos quartos e permaneceram no andar de baixo do hotel até que o fogo fosse controlado, como medida de segurança.

Funcionários

Ontem de manhã, alguns dos 15 funcionários da loja não sabiam do incêndio quando chegaram para trabalhar. Outros também compareceram ao local de trabalho, preocupados. Sentados em degraus do prédio ao lado, nenhum quis dar entrevista. O gerente Silva disse que provavelmente os funcionários entrem em férias coletivas por aproximadamente 40 dias - período previsto para reconstruir o prédio e repor os estoques. Também informou que o seguro foi acionado e, após o trabalho da Polícia Técnica, os entulhos serão retirados.

O gerente da loja disse que o prédio é alugado e pertence à Sociedade Italiana Dante Alighieri de Bauru, fundada em 1906. Antes da loja ser instalada, há 15 anos, funcionava um cinema no local.

Em atenção aos clientes, o gerente esclareceu que aqueles que precisarem pagar contas ou tiverem alguma dúvida, podem procurar a loja da rede em Lençóis Paulista. “Em Lençóis está a loja mais próxima. Mas os clientes não precisam ficar preocupados porque não serão cobrados juros pelos pagamentos atrasados”, garante.

A Polícia Técnica foi acionada e emitirá um laudo sobre a causa do incêndio em aproximadamente 30 dias. Preliminarmente, os bombeiros constataram que a estrutura do prédio não foi afetada. No andar de cima da loja, o salão da Sociedade Italiana Dante Alighieri também não foi prejudicado. As lojas ao redor também ficaram intactas. “As labaredas de fogo consumiram o prédio na vertical, principalmente o telhado, que caiu durante o incêndio. Com isso, o fogo não atingiu horizontalmente os demais estabelecimentos”, explica o major José Guerxis de Aguiar, comandante interino do 12.º Grupamento de Bombeiros de Bauru.