09 de julho de 2026
Cultura

América Latina ocupa a cidade

Por Adriana Fricelli | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Vários pontos da cidade vão respirar a América Latina a partir de hoje. Enquanto o auditório do Centro Cultural Carlos Fernandes de Paiva se prepara para receber durante a tarde e a noite mesas de debate focadas nas questões da terra e do trabalho, o saguão da estação ferroviária e o salão do Automóvel Club abrem suas portas para a exibição gratuita de filme, fotos e outras manifestações artísticas. Ruas do centro da cidade também sofreram intervenções de artistas plásticos locais. Entre todos os movimentos, um ponto convergente: a América Latina.

Os eventos integram o 1.º Observatório Latino-Americano, que prossegue até sábado, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), do Bazar 54, do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do Comitê Pró-Incubadora de Cooperativas Populares da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Na primeira mesa de debates, marcada para 14h no Centro Cultural, quatro pólos de discussão – trabalho escravo no Brasil, em Bauru, a extinção de tribos indígenas pelos avanços da ferrovia e o movimento de ocupação de terras no Brasil - compõem o tema Migrações Internas. Para discorrer sobre o assunto, foram chamados respectivamente o secretário do serviço pastoral dos migrantes, Luiz Bassegio; o procurador do Ministério Público do Trabalho, Luís Henrique Rafael; o historiador João Francisco Tidei de Lima e o jornalista e integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, Marcelo Netto Rodrigues.

Os Subterrâneos da América Latina serão discutidos, às 19h30, no auditório do Centro Cultural. Para falar sobre a guerra civil haitiana e sobre as intervenções do Brasil nesse território, foi chamada a integrante do Comitê de Apoio às Lutas da América Latina Lúcia Skromov. O movimento das Fábricas Ocupadas – ação de posse e controle administrativo e operacional de fábricas no Brasil por seus trabalhadores - será explicado pelo membro da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores Misa Boito. A mesa ainda é composta pelo autor dos livros “Chiapas: construído a esperança” e “As Raízes do Fenmeo Chiapas – já basta da resistência Zapatista”, Alejandro Buenrostro y Arellano.