Policiais civis do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior-4 (Deinter-4) fizeram ontem curso de tiro usando armas semi-automáticas, que já são adotadas pela corporação. Além do poder de fogo ser maior, as armas semi-automáticas ganham em rapidez no disparo e na capacidade de tiros e por isso exige preparo maior do policial que irá usá-la.
O professor da academia de polícia Edson Nakamura é enfático em dizer que as pistolas calibre 40 com capacidade de até 16 tiros podem agilizar o trabalho do policial.
“Um revólver tem capacidade para seis tiros enquanto uma arma dessas tem 16. Com dois carregadores sobressalentes com 15 tiros cada um, o policial passa a ter 46 tiros à disposição, quase uma caixa de munição, uma das razões da escolha desse tipo de armamento”, explica.
As armas semi-automáticas, segundo Nakamura, são de porte individual, no calibre padrão adotado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e exigem formação.
“Esses policiais estão tendo aulas de manuseio, regra de segurança e os fundamentos do tiro. Para usar esse tipo de armamento, ele precisa ter esse conhecimento. Uma determinação legal do delegado-geral diz que o policial só pode usar uma semi-automática se ele tiver freqüentado o curso”, ressalta.
Estado
Para habilitar os policiais, a academia de polícia oferece o curso.
“Eu estou viajando por todo o Estado de São Paulo. Hoje, estamos com 21 alunos de Bauru, mas ainda terei que retornar porque há policiais do Deinter-4 de outras cidades que ainda terão que freqüentar o treinamento”, comenta.
O professor lembra que Bauru não dispõe de todos os modelos de semi-automática calibre 40. “Alguns modelos não têm em Bauru. Temos quatro modelos de pistolas em uso e o policial acaba optando por aquele que tem mais facilidade de adaptação e confiabilidade”, diz.
Nakamura conta que há policiais novatos e antigos freqüentando o curso. Ao todo são 140 alunos em todo o Estado, completa.