10 de julho de 2026
Nacional

Alckmin vê motivação política

Folhapress
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São Paulo - O governador de São Paulo e candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, suspeita que as quatro rebeliões que ocorreram desde anteontem em três Centro de Detenção Provisória (CDPs ) do Estado tiveram motivação política.

“É claro que suspeitamos (de motivação política), porque aconteceram a dois dias de eu deixar o governo. Há dois dias de eu deixar o governo há dois anos, nós tivemos quase zero de rebelião. O sistema penitenciário foi ampliado e secretário (da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa) é o mesmo”, disse Alckmin.

Alckmin afirmou que se reuniu com Furukawa e com o secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, para traçar um plano visando a acabar com as rebeliões. Nenhum detalhe foi revelado. Segundo o governador, a idéia é isolar os líderes. “Isso é uma ação organizada. Evidente que não é coincidência”, completou.

Febem

Sem que nenhuma das 41 unidades da Febem no Interior paulista - prometidas há mais de um ano pelo governador paulista, o Estado inicia hoje a desativação do complexo do Tatuapé, na zona leste da capital, principal foco de rebeliões da instituição.

Na véspera de deixar o governo - em razão de sua pré-candidatura à Presidência da República- Alckmin participa do evento de demolição da primeira das 18 unidades do complexo - que abriga 1.266 internos. Não há, porém, unidades novas no interior para onde possam ser transferidos de imediato.

Os 56 jovens que estavam na unidade 33, que será demolida, foram ou para alas do próprio Tatuapé ou para o complexo do Brás. Apenas duas unidades em Campinas foram inauguradas. No entanto, os profissionais estão sendo treinados e os internos só serão levados para lá a partir do dia 10 de abril.