07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Resistências 1

Em entrevista à revista Atenção, que começa a chegar nas bancas, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Toninho Garmes (PSDB), revelou que o maior obstáculo que encontrou foi ao mudar a cultura de gastos excessivos do Legislativo, adotando uma política de austeridade. “De início encontrei resistências, mas depois, com o passar do tempo, compreenderam minhas intenções”, disse.

• Resistências 2

Coincidentemente, no último sábado, em visita ao Café com Política, do JC, o chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Canalli, falava sobre a mesma dificuldade que enfrentou no Palácio das Cerejeiras durante o primeiro ano da atual administração. Canalli implantou um regime de corte de despesas, principalmente em relação a bens de consumo e viaturas.

• Central de carros

“O próprio Tuga dirige o carro oficial, até mesmo em viagens, como ocorreu anteontem (quinta-feira), quando foi assinar convênio com o Estado para a liberação de R$ 600 mil para asfalto no Fortunato Rocha Lima”, informa Canalli. Segundo ele, foi criada uma central com cinco viaturas, que servem a todo o Palácio das Cerejeiras. “Quem precisa de motorista, requisita. Não há mais privilégios ou carros particulares”, decreta.

• Dinheiro de todos

Tanto Garmes quanto Canalli estão corretos em se preocupar com a “gastança” pública, que sempre foi e ainda é desmesurada na maior parte das repartições. Poucos agentes públicos têm “dó” do dinheiro do povo. Geralmente, o que se verifica no Município, Estado e União é uma “farra” com as verbas para viagens, consumo em geral, telefone, etc etc. Gasta-se como se os cofres públicos estivessem abarrotados de dinheiro.

• Sessão e salários

Voltando a Garmes, ele preside hoje mais uma sessão da Câmara, na qual um dos principais assuntos deve ser o projeto de lei da prefeitura que prorroga até 30 de junho o abono de R$ 100,00 aos servidores, metade incorporados aos salários e metade na forma de abono (sem incorporação). Por falar nisso, a greve dos servidores por melhores salários deverá começar amanhã.

• Ilegalidade na pauta

Na pauta das discussões da sessão de hoje há também dois pareceres de ilegalidade da Comissão de Justiça: um para o projeto do Poder Executivo que permite à prefeitura receber terrenos em troca de dívidas e outro para um projeto do vereador Benedito da Silva (PSDB), sobre vagas para deficientes em estacionamentos públicos.

• Terrenos do Parreira

A Prefeitura de Bauru deve revelar hoje o resultado da perícia que foi pedida pelo próprio Executivo para avaliar os valores dos terrenos do vereador João Parreira de Miranda (PSDB), desapropriados no Jardim Nicéia. Comenta-se que os valores ficaram acima do que o governo iria pagar pela desapropriação. Se for isso mesmo, Parreira ainda vai querer negociar?

• PPS ataca o negócio

O PPS, que tem em seus quadros vários desafetos do vereador Parreira, como Rubens Rubão de Souza e Nilson Costa, enviou e-mail dizendo-se indignado com a transação entre a prefeitura e Parreira e ameaçando ir à Justiça para bloquear a compra. Rubão considera a venda dos terrenos um péssimo negócio para a prefeitura.