Estesiômetro. O nome, oriundo de duas palavras gregas, batiza o instrumento confeccionado pela Sorri-Bauru, atualmente exportado para os Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália, além de diversas localidades da África e da Ásia. Criado para testar os níveis de sensibilidade da pele, ele também é comercializado em todo o Brasil.
Ao custo unitário de R$ 6,00, o estesiômetro é vendido para laboratórios, fundações, associações, universidades, prefeituras e profissionais da área de saúde, informa a assessoria de imprensa da Sorri. De acordo com o órgão, o equipamento nacional é mais econômico que os concorrentes internacionais, tanto em preço quanto em valor de utilidade.
Mesmo assim ainda não são tão raros os médicos que utilizam métodos arcaicos como palitos, agulha e algodão para detectar e acompanhar doenças e lesões na pele. A perda da sensibilidade nas mãos e nos pés, por exemplo, eleva a chance de lesões e feridas, que podem provocar deformidades e danos físicos irreversíveis, com risco de amputação.
Os portadores de diabete e hanseníase estão entre os principais beneficiados com a utilização do estesiômetro. Tanto que o Instituto Lauro de Souza Lima também faz uso do estesiômetro. “Auxilia muito no diagnóstico, acompanhamento de tratamento e monitoração da lesão neurológica”, reitera Somei Ura, dermatologista do instituto. De fácil manuseio, os equipamentos são feitos de fios de náilon importado, de comprimentos iguais, cores e diâmetros diferentes, que exercem forças específicas.
A maior parte da matéria-prima utilizada na confecção do equipamento é de baixo custo, mas o processo de produção envolve trabalho de alta precisão. O método surgiu na Europa, no século 19. Mas na década de 60, foi modificado para ser aplicado em pacientes com lesões cerebrais. Duas décadas depois, uma terapeuta ocupacional trouxe para a Sorri-Bauru os monofilamentos americanos, com a proposta de produzir uma versão mais acessível, durável e conveniente.
“Há 15 anos a entidade fabrica e vende o estesiômetro”, informa a assessoria de imprensa. O órgão acrescenta que, só no ano passado, 30 mil unidades foram vendidas. O kit é formado por seis monofialmentos. A renda obtida com a comercialização representa 25% da receita da Sorri-Bauru.