A Comissão de Direitos Humanos da Subsecção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no Ministério Público (MP) uma representação solicitando esclarecimentos sobre a morte do bebê Isabela Zambonato, no dia 19 de fevereiro. A menina tinha de 3 meses e a causa da morte foi uma broncopneumonia bilateral, enquanto recebia cuidados no Pronto-Atendimento Infantil (PAI).
José Márcio Pereira e Aline Zambonato Pereira, pais da menina, acreditam que o atendimento do bebê foi falho.
O presidente da comissão, Gilberto Truíjo, conta que solicitou ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e ao PAI esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do bebê. “Só recebemos respostas do Samu, que alegou não ter acontecido nenhuma falha no procedimento. O pronto-socorro não respondeu à solicitação”, conta Truíjo. O advogado afirmou que vai acompanhar o caso.
O promotor Lucas Pimentel de Oliveira afirmou que vai iniciar os procedimentos. De acordo com o promotor, as unidades receberão um ofício do Ministério Público e terão um prazo para apresentar suas versões sobre as circunstâncias da morte de Isabela.
A Comissão de Direitos Humanos da OAB vai realizar um debate no dia 25 de maio sobre o sistema público de saúde de Bauru. De acordo com Truíjo, prefeitura, entidades assistenciais e autoridades jurídicas foram convidadas para discutir o tema. O debate será na Casa do Advogado, às 19h30.