08 de julho de 2026
Internacional

Rice vai a Bagdá pressionar

Folhapress
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Bagdá - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, chegaram ontem de surpresa em Bagdá para pressionar a maioria árabe-xiita a escolher um premiê capaz de dialogar com as minorias árabe-sunita e curda. O desembarque dos chefes das diplomacias dos dois países com maior presença militar no Iraque tem como objetivo paralelo forçar o atual premiê, Ibrahim al Jaafari, a abrir mão do cargo.

Curdos e árabes sunitas declararam que não indicariam ministros em um gabinete chefiado por ele. Jaafari e os xiitas fizeram a maior bancada nas eleições legislativas de 15 de dezembro. Mas ele não tem demonstrado controle sobre as facções que se enfrentam sob pretexto religioso. É apoiado pelo Irã e é ligado ao clérigo antiamericano Moqtada al Sadr.

Referindo-se aos três meses de negociações até agora inconclusivas, Rice disse, depois de se avistar com árabes xiitas, árabes sunitas e curdos, que “o povo iraquiano já está perdendo a paciência’’. Afirmou também que “os aliados internacionais de vocês querem agora que isso saia rapidamente”, para por um ponto final no que qualificou de “vácuo político”.

Para Washington e Londres, apenas um governo de união nacional criaria as condições para terminar com os conflitos internos. Sem um claro recrudescimento da violência, o presidente George W. Bush não poderá começar a repatriar seus militares, o que seria positivo a sua imagem por volta de novembro, mês das eleições legislativas americanas.

Na defensiva e sabendo-se possivelmente perdedor, Jaafari condenou a “ingerência americana na democracia do Iraque’’ e disse estar disposto a lutar até o fim para se manter na chefia do governo. surja (entre os xiitas)”, disse Straw.