09 de julho de 2026
Nacional

Petistas acusam Alckmin e Nossa Caixa de crime

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Mais uma denúncia atingiu ontem o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato tucano à Presidência, e o banco Nossa Caixa. Os deputados estaduais Renato Simões e Enio Tatto, ambos do PT, afirmam ter protocolado uma denúncia contra Alckmin e o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, no Ministério Público Eleitoral (MPE) por crime eleitoral e suspeita de abuso de poder econômico e político. Procurado, o Ministério Público Eleitoral disse que ainda não havia recebido a denúncia.

A denúncia dos petistas acusa o ex-governo de aumentar as verbas de publicidade da Nossa Caixa acima do permitido pela lei eleitoral. Segundo os deputados, a previsão de verbas do banco para 2006 é de R$ 40 milhões - montante 250% acima da média dos últimos 40 meses. A legislação eleitoral proíbe que órgãos da administração direta e indireta, nos três níveis de governo, de gastar mais no ano eleitoral que a média dos últimos três anos ou que os valores gastos no ano anterior.

Atualmente, a administração Alckmin é alvo de várias investigações no Ministério Público -a Nossa Caixa também é alvo dos procedimentos de investigação. As assessorias dos citados na representação, Geraldo Alckmin e Carlos Eduardo Monteiro, não haviam retornado as solicitações da reportagem até as 19h40.

Sérgio Guerra

A cúpula do PSDB confirmou ontem o nome do senador Sérgio Guerra (PE) como coordenador nacional da campanha do candidato Geraldo Alckmin à Presidência da República. O nome de Guerra já aparecia como possível coordenador da campanha de Alckmin desde a semana passada.

Pesa a favor de Guerra o fato dele sair do Nordeste, região onde o candidato tucano apresenta seu pior desempenho nas sondagens de intenção de voto. Também é no Nordeste que seu maior rival, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mais forte. Segundo tucanos, a indicação de Guerra para a coordenação teria sido feita pelo presidente nacional do partido, o senador Tasso Jereissatti (CE).

Guerra estava cotado para ser cabeça de chapa do PSDB na sucessão estadual de Pernambuco. O partido, no entanto, deve compor uma aliança com o PFL, que indicou o nome do vice-governador Mendonça Filho (PFL) para disputar o governo de Pernambuco.