09 de julho de 2026
Política

Infraero só opera se houver demanda

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

A possibilidade de a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infarero) administrar o aeroporto só pode ser concretizada se houver demanda de passageiros e cargas, o que parece não ser previsto para esta fase de implantação do equipamento em fase final de construção na divida entre Bauru e Arealva.

Durante encontro realizado ontem com o Grupo Pró Bauru, o gerente de Planejamento de Engenharia da estatal federal, André Luiz de Lima, e o superintendente de Logística de Carga, Luiz Gustavo Schild, deixaram claro que a Infraero até pode vir a administrar o aeroporto, mas isso não será a curto prazo.

Schild destacou que a empresa federal só absorve aeroportos se a sociedade local tornar concreta as demandas necessárias. “O poder público não define essas demandas. Não adianta ter o aeroporto lá e não ter trabalho de desenvolvimento econômico para a região”, disse.

Segundo ele, mais do que discutir se a Infraero tem interesse em assumir a gestão do aeródromo, o objetivo do encontro realizado ontem foi mostrar as experiências da empresa, de tornar o aeroporto um centro de apoio e econômico para a comunidade da macrorregião de Bauru.

O gerente de Planejamento de Engenharia, André Luiz de Lima, acompanhou o raciocínio do colega. Para ele, não é apenas a vontade da sociedade, mas sim a mobilização, através de esforços conjuntos para que haja a negociação entre Estado e União. “Foi dado um caminho e explicado como as coisas acontecem. Havendo interesse e essa soma de esforços na implementação de ações, é possível que uma solução seja implantada”, salientou Lima.

O aspecto econômico da região também foi abordado. “Você tem que ter passageiro, tem que ter carga. Se você tem muita gente se deslocando, muitos negócios estão sendo gerados, quando isso acontece, existe uma carga”, ressaltou Lima.

Segundo o coordenador do Grupo Pró Bauru, Cássio Carvalho, o próximo passo é abrir a discussão para a região, com a elaboração de uma proposta para ser levada aos municípios. “Temos que pensar em uma grande área de abrangência, avaliar o potencial da região e começar a mobilização para viabilizar um aeroporto indústria, por exemplo”, disse.

Para o presidente do PTB, Ricardo Oliveira, o encontro serviu para mostrar que a discussão não é se a administração do aeroporto deve ficar com o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) ou com a Infraero. “O importante é que deve ter um conjunto de ações entre os diversos setores, para que o aeroporto funcione realmente”, afirmou.