Uma pedra danificou o vidro dianteiro do carro da pedagoga Luciana Bornia Alvares Petean, no início da noite de anteontem, quando ela passava debaixo da passarela da rodovia Marechal Rondon, na altura do Jardim Marambá. Com o filho de 4 anos e uma outra criança de 6 anos no veículo, ela levou um susto, mas não estacionou logo em seguida porque acredita que a pedra foi jogada por alguém que pretendia forçar a parada para praticar um roubo.
Mesmo com estilhaços de vidro pelo corpo, Luciana dirigiu até sair da rodovia e pedir ajuda a um vigilante noturno, que acionou a polícia. Por sorte, ela e as crianças não se machucaram. “Mas, se eu estivesse em alta velocidade, poderia ter perdido o controle da direção e capotado”, comenta. Logo depois, ela passou nas proximidades da passarela e viu algumas pessoas em atitude suspeita no local.
Além de alertar a população para o risco de ser alvejado por pedras ao passar sob a passarela, Luciana cobra iluminação para a passagem de pedestres. A passarela, que é muito usada por estudantes da Universidade do Sagrado Coração (USC), inclusive à noite, não tem lâmpadas. No final de 2004 uma mulher foi agarrada por um homem quando passava pelo local e estuprada mais à frente.
O Departamento de Estradas e Rodagens (DER), responsável pela passarela de pedestres sobre a Rondon, informou, através de sua assessoria de imprensa, que não tem projeto para iluminação do local. Como se trata de uma obra no trecho urbano, a benfeitoria dependeria da prefeitura que, por sua vez, informa que a passarela é de responsabilidade do DER.