11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Para diretor da Telefônica, fim da assinatura inviabiliza bons serviços

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor-geral da Telefônica, Stael Prata Filho, disse ontem em entrevista ao Jornal da Cidade que a extinção da cobrança da assinatura básica na telefonia fixa inviabilizaria a prestação de serviços de qualidade ao consumidor. Polêmico, o assunto vem levantando discussões há cerca de três anos, sem ter havido um consenso até o momento. A assinatura continua sendo cobrada.

De acordo com Prata, as operadoras de telefonia fixa seguem o modelo tarifário elaborado pelo “poder concedente”, ou seja, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo ele, o modelo vigente dá sustentação e retorno ao investimento das empresas.

“Qualquer modelo é possível, mas é preciso rever toda a estrutura tarifária. Hoje, a assinatura é um componente importante no equilíbrio dessa equação para a boa prestação de serviços. O que estamos buscando fazer é criar soluções para os clientes de maneira que eles possam comprar pacotes de serviços de acordo com as suas necessidades”, diz o diretor.

Na avaliação dele, se a assinatura básica for extinta, inviabilizará a prestação de serviços de qualidade ao consumidor. Neste caso, seria necessário encontrar outro modelo de formação de preços. Segundo ele, 20% da base de clientes da Telefônica já utiliza um modelo semelhante ao pré-pago da telefonia celular, que permite controlar a utilização do telefone.

Sobre os problemas do serviço Speedy, que em Bauru ainda não pode ser utilizado em residências de algumas regiões - principalmente bairros periféricos -, o diretor muda o foco e argumenta que quer atender 100% da demanda. Segundo Prata, em janeiro deste ano havia 12.073 terminais com Speedy em Bauru, contra 8.579 no mesmo período do ano passado.

Ainda segundo ele, Bauru possui atualmente 78.460 terminais (linha de telefone fixo) residenciais, 20.704 terminais comerciais e 3.217 de uso público. Ontem, o diretor-geral da Telefônica esteve no Palácio das Cerejeiras, onde foi recebido pelo vice-prefeito Renato Purini, e na Câmara.