Brasília - Os líderes partidários fecharam um acordo na Câmara para que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, seja ouvido no plenário na próxima terça-feira. O requerimento do PPS, que pediu a convocação do ministro, foi transformado em convite. Dessa forma, Thomaz Bastos não será mais obrigado a comparecer à Casa para dar explicações. O depoimento do ministro à Câmara não cancela, entretanto, sua ida ao Senado.
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse que não abre mão do seu requerimento que também convoca Thomaz Bastos. Ele admite fazer uma sessão conjunta das duas Casas Legislativas. “Está ficando mais quente a necessidade de ouvirmos o ministro”, justificou o senador.
Anteontem, Thomaz Bastos encaminhou ofício aos presidentes da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC doB-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pedindo que fosse ouvido ainda nesta semana. Não houve acordo entre os partidos. A oposição avaliou que é melhor deixar as denúncias se estenderem por mais uma semana para desgastar o ministro e o governo.
O ministro da Justiça é acusado de tentar ajudar o ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda) e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso a encontrar meios para justificar a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Bastos negou qualquer articulação para encobrir a responsabilidade pela violação do sigilo.