Buenos Aires - Na acirrada disputa pelas cadeiras do Senado italiano, os votos de cidadãos italianos residentes na América do Sul elegeram Mirella Giai, da cidade argentina de Rosário. “Estou muito feliz. Tivemos 19 mil votos, apresentando uma proposta realista de trabalho.”
Ela se candidatou pelo bloco de centro-esquerda liderado por Romano Prodi e é presidente da associação de italianos do Piemonte em Rosário, onde vive desde 1951. O outro senador da região também saiu da Argentina. Trata-se do empresário Luis Pallaro, de Buenos Aires, pela chapa da Associação Italiana na América do Sul, que não é ligada a nenhum dos blocos políticos da Itália. Mas Pallaro afirmara que apoiaria quem ganhasse nas urnas - ou seja, seria mais uma cadeira para Prodi.
Na Argentina vivem cerca de 600 mil italianos e descendentes - de 900 mil de toda a América do Sul. A campanha contou com spots de TV e cobertura de imprensa. É a segunda comunidade do mundo fora da Itália. Só perde para a da Alemanha.
Também foram eleitos nas chapas de Giai e Pallaro dois deputados, uma venezuela e um outro argentino. Nenhum dos italianos residentes no Brasil ou brasileiros que também tenham nacionalidade italiana havia eleito até ontem nas eleições parlamentares da Itália.