09 de julho de 2026
Nacional

Banco isenta envolvidos em quebra de sigilo

Folhapress
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Brasília - A investigação aberta na Caixa Econômica Federal para apurar a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa apresentou ontem o relatório final sem punir nenhum funcionário da estatal.

Em nota, o banco insiste em que a ordem dada pelo então presidente do banco, Jorge Mattoso, para extração de dados da conta do caseiro na noite de 16 de março não seria um ato ilegal. Com base nesse raciocínio, concluíram que os funcionários que acataram a ordem de Mattoso não devem ser punidos.

“A comissão examinou os procedimentos funcionais dos empregados diretamente envolvidos no episódio, concluindo pela inexistência, em seus comportamentos, de infração à lei e às normas internas da Caixa”, diz a nota. “Na convicção dos membros da comissão, os empregados agiram no cumprimento de determinação de superior hierárquico, não considerada ilegal”, conclui o texto divulgado ontem à noite.

Ao iniciar a investigação interna, quatro dias após a violação do sigilo bancário, a Caixa informou que as punições para eventuais responsáveis poderiam ir de uma simples advertência à demissão. Além de Mattoso, demitido no dia em que confessou à Polícia Federal ter ordenado a impressão de extrato, três funcionários teriam participado da operação: o consultor da presidência Ricardo Schumann, a superintendente da área de recursos humanos, Sueli Mascarenhas, e o gerente Jeter Ribeiro.