José Maria Estevam e os filhos Diogo, Daniel e Danilo percorreram mais 885 quilômetros pelas estradas chilenas, sendo 767 quilômetros de pista dupla em excelentes condições e 120 quilômetros de pista simples, com asfalto razoável e acostamento estreito rumo à Patagônia chilena.
Trecho que permite a visão de diversos e encantadores vulcões, com destaque ao Villarrica, já na chegada de Pucon-CH, pagando R$ 7,00 em cada um dos sete pedágios lá em funcionamento.
Cansados, à noite chegaram no Hotel Araucárias com fachada toda de madeira, pagando pelo período de 5 a 7 de fevereiro R$ 546,00.
Durante todo o trajeto pela Rota Nacional 5 comeram lanches, empanadas (espécie de pequenos pastéis com recheios diversos) e “medias lunas”, doces ou salgadas, que os permitia viajar por tantas horas e quilômetros.
“ Na Rota Nacional 5, no geral, não existe problema de abastecimento, quer de óleo diesel ou gasolina, mas os combustíveis são caros. O diesel, por exemplo, nesse trecho, não saiu por menos do equivalente a R$ 1,82, embora em lugar algum, durante toda a viagem, tenha havido problema de qualidade.”
____________________
O vulcão Villarica
Na manhã seguinte, com temperatura por volta dos 25ºC a família Estevam se dirigiu ao Vulcão Villarrica, o único ativo na América do Sul, escalando uma de suas encostas (à medida que subiam a temperatura abaixava, chegando a 6ºC, com vento gelado) e à tarde o Lago Villarrica, com os seus costumeiros encantos, repletas de turistas e pequenas embarcações, inclusive, o único vapor em operação no país, o “CB 6634”.
Aproveitando a luminosidade, foram conhecer a parte sul da cidade e as termas de “Huife”, “Minetué” e “Curarrehue”, esta última a apenas a 45 quilômetros da fronteira com a Argentina. “Nessas termas, as pessoas se banham nas águas quentes e medicinais expelidas pelos vulcões.Tudo maravilhoso, não obstante o custo elevado das coisas, em razão da alta temporada.”
____________________
A Isla de Chiloé
A viagem da família Estevam prosseguiu na manhã do dia 7 de fevereiro em direção ao sudoeste chileno por um trecho de 65 quilômetros pela Rota 5 ( trânsito intenso). “Dali, seguimos em direção ao sul, por mais 335 quilômetros até o embarque para a “Islã Grande de Chiloé”, pagando mais cinco pedágios, cada um de valor equivalente a R$ 7,00.”
Colocaram a Land Rover no navio Don Juan, pertencente a Naviera Cruz del Sur Ltda e, depois de pagar o equivalente a R$ 35,00 (na volta também é paga a travessia), navegaram por uns 30 minutos e atracaram na ilha.
Com o tempo escasso (era preciso voltar para Puerto Montt e achar acomodações disponíveis), visitaram, primeiro a “Villa San Antonio de Chacao”, fundada em 1567, pequena, mas com edificações coloridas e graciosas, tendo, na parte oeste, uma igreja, com duas torres, toda de madeira e pintada em branco.
Depois, seguiram para Ancud e ficaram surpresos com as características das construções, quase sempre, palafitas.
No estilo da Villa San Antonio de Chacao, as edificações, sempre térreas ou assobradadas, estavam pintadas de cores vivas e diversas.
“O porto é maravilhoso também. Bem limpo e banhado pelo azul escuro do Pacífico.”
“Com o tempo correndo contra a nossa vontade, tivemos que voltar ao ancoradouro, para a travessia do “Canal Chacao”, com destino ao continente, mais precisamente para Puerto Montt.”
Nessas duas travessias presenciaram pingüins acompanhando as embarcações e leões-marinhos brincando junto aos ancoradouros. Puerto Montt estava lotada e o grupo teve de recorrer a casas de família que abrigam turistas, pagando R$ 140,00 pela diária.
O cais, com edificações em palafitas, mini-restaurantes, peixarias e pequenas lojas de vendas de presentes e guloseimas, tudo na cor predominante vinho escuro, tem postes com lâmpadas no estilo das antigas a querosene e calçadas cobertas por caramujos e conchas.
Eles fizeram ainda um passeio pela cidade, conhecendo toda a avenida que margeia a praia do Golfo de Ancud.