Falar de racismo hoje, no Brasil, é quase tão difícil e desgastante quanto no início do século. As idéias que sustentaram a superioridade racial constituíram discriminação e preconceitos, difíceis de serem superados. A discriminação racial no Brasil remonta desde a chegada do primeiro negro e, paralelamente a este episódio, começa também a história da resistência do negro. Na década de 70, o movimento negro passou a ter uma feição institucional e militante. Várias entidades foram fundadas, para denúncias contra o racismo. O negro sofre desigualdade racial, em cada grupo de dez negros, quatro estão parados na pirâmide social. Dos seis que estão descendo, cinco estão subindo no mercado de trabalho. Os avanços amenizam o problema, mas não escondem o fato de que existe enorme desigualdade. Um negro rico é aceito na maioria dos ambientes, já um negro pobre é fortemente segregado.
Nós, profissionais da educação, estamos desenvolvendo projetos nas escolas públicas para combater o preconceito racial. Esse projeto utiliza ferramentas para introduzir a promoção da igualdade racial entre as crianças e os adolescentes negros. Tem que começar desde cedo, porque a experiência de não aceitar a própria estética começa nessa faixa etária. O objetivo da educação é trabalhar o conceito de como abordar a história e a cultura africana no ensino fundamental e médio. Esse projeto está sendo trabalhado em duas escolas de Lençóis Paulista, EE Rubens Pietraróia e EE Vera Braga Giacomini, com esta historiadora e com a colega Eidy.
Ana Sônia - RG 38.965.239-8