08 de julho de 2026
Politicando

Memórias do Cangaço


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Às vésperas de uma eleição no Nordeste, cada coronel formava uma espécie de “exército particular”. No ano de 1931, ao aproximar-se o pleito eleitoral, o cangaceiro Arvoredo enviou uma carta para um fazendeiro candidato na região. Uma coisa era certa, nada impedia que os amigos de hoje se transformassem em inimigos no dia seguinte:

“Ilmo sr. Francisco de Souza - Aspiro boa saúde com a exma. Família, tendo eu freqüentado uma fazenda sua, deliberei saudando-o em uma cartinha, pedir um cobrezinho.

Basta dois contos de réis. Eu reconheço que o sr. não se sacrifica com isto e eu ficarei bem agradecido e não terei razão de lhe odiar nem também a gente de Virgulino terá esta razão. Sem mais, do seu criado, obrigado. Hortêncio, vulgo Arvoredo, rapaz do bando de Virgulino Ferreira vulgo Lampião.”

Professor Leonan Loureiro da Silva