09 de julho de 2026
Bairros

Água encanada chega ao Jd. Yolanda

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Disputar água numa torneira comunitária até as 2h da madrugada será coisa do passado para os moradores do Jardim Yolanda. Em dez dias, o bairro pobre onde vivem cerca de 350 pessoas deve receber rede de água e esgoto, segundo o do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

O benefício foi garantido ontem à dona de casa Cleusa Ramos Lopes. Antes, a água tratada chegava ao imóvel dela por meio de uma ligação improvisada da torneira “pública” à caixa d’água. “Meu filho que colocou a mangueira. Como ficava reservada, eu tinha água todo dia. Senão, era dia sim, dia não. O pessoal ficava até tarde para pegar”, conta.

O sacrifício, no entanto, era imposto à revelia das reivindicações populares. Há 14 anos, os moradores solicitam a infra-estrutura, que custará aos cofres públicos R$ 50 mil. O valor será desembolsado pela autarquia, que também instalou emissários para despoluir o Córrego Augusto. Ele atravessa o bairro, situado nas proximidades do Jardim Europa.

No local, os moradores também recorrem a poços caseiros para garantir o abastecimento de água à família. A prática representa não apenas risco de contaminação do lençol freático, mas também ameaça à comunidade, sujeita a eventuais doenças por consumir água sem controle sanitário. No Jardim Yolanda foram registrados casos de hepatite, acrescenta a assessoria de imprensa do DAE.

Preocupada com a situação, a prefeitura solicitou ao DAE a execução de redes de água e coletores de esgoto. Com a medida, 30 funcionários das áreas técnica, de fiscalização e do serviço social foram deslocados à região. Além de cadastrar os moradores, instalaram as ligações simultâneas e colocaram hidrômetros.

Com o benefício, o consumo de água será registrado e os moradores arcarão com os custos. “Eu prefiro pagar e ter água garantida”, conclui Cleusa.

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Via-sacra

Os moradores do Jardim Yolanda querem esquecer os latões de 50 litros, galões menores e garrafas pets, que marcaram a via-sacra da comunidade para pegar água. “Quem não tem poço tem que andar muito e fazer fila para pegar água no cavalete”, comenta Rosalina Nicolau. Ela mora no bairro - com dois filhos e quatro netos – há dois anos.

Já Rita de Cássia da Silva vive o problema há 15 anos. Ansiosa pela chegada da água nas torneiras, ela ainda depende de um poço perfurado no quintal.