08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Humanização da saúde


| Tempo de leitura: 3 min

Diz o ditado, deixe a água bater-lhe ao peito, que apreenderás a nadar. Feliz a atitude do Ministério da Saúde, feliz a atitude do governo do Estado de são Paulo, através da Secretaria de Estado da Saúde em estender um programa que estabelece exatamente o ditado transcrito acima. A humanização é um sistema, não uma indicação de fomento de voluntariado.

A humanização no ambiente hospitalar é uma atitude louvável do Ministério da Saúde, Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que estabelece mecanismos que obrigam (deixam a água bater-lhe ao peito) as entidades hospitalares e tantas outras a dar um passo a frente e se igualar a tantas outras entidades privadas a tratar o seu principal usuário, o mais necessitado a não mais se submeter a uma situação que persiste ao longo do tempo, e que é de conhecimento de todos os que procuram por soluções das dores de seu corpo, que porventura venham a ler o presente.

Há que se louvar a atitude em se exigir das entidades que atendem aos menos favorecidos uma melhor profissionalização nas atitudes, uma melhor preparação técnica, necessária a atenuar o sofrimento diário dos que procuram saúde. Louvável a atitude o senhor governador do Estado, louvável a atitude do secretário estadual de Saúde, louvável a atitude de todos aqueles que exigem a profissionalização como forma de atingir a eficiência das entidades que lidam com esses mesmos angustiados, e que diariamente procuram por amparo a suas dores, a suas febres, as suas infecções.

A humanização é política prioritária do sus, graças a Deus isso é latente, no momento que o governo do Estado de São Paulo resolveu estender esse movimento que exige, não humanização, não coração, não boa vontade, mas exige profissionalização, ele exige treinamento, exige eficiência, exige normatização nas atitudes, e nessa exigência vincula sua eficácia ao bolso das entidades responsáveis pela sua performance.

Bons olhos vejam o promotor dr. Massele Helene na medida que utiliza a intermediação para a integração entre os responsáveis pelo atendimento à população carente, isto é humanização. Bons olhos vejam a atitude do Ministério da Saúde em vincular mais ou menos dinheiro na medida que efetuem programas de treinamento e busquem a capacitação de todos os funcionários das entidades de saúde em atender ao paciente sus de forma digna da qual são verdadeiramente necessitados.

Bons olhos veja o secretário de Saúde em estender um programa de humanização vinculado a mexer no bolso das entidades de forma a estimular a capacitação profissional para um verdadeiro atendimento digno. Isso é humanização, humanização jamais será dar um beijo no paciente com dor mais próximo a seu bom coração. A estratégia da vinculação econômica de modo a formar entidades cada vez mais profissionalizadas no sentido de melhor atender, menos tempo deixar de fazer sofrer o necessitado, atender as suas demandas reprimidas, atender aos os seus anseios, atender ao seu sofrimento, definir prioridades de urgência as maiores dores as suas filas.

Isso, meus amigos, está ligado a eficiência, a profissionalização, está ligado a uma enfermeira atender um paciente humilde da mesma forma que atende a um paciente abastado, porque o atende segundo normatização pré-estabelecida para a necessidade do paciente, não à sua condição sócio-econômica.

A existência do voluntariado, das comissões e de outras tantas entidas ligadas ao coração no sentido de conceder aos necessitados uma situação mais digna. Jamais Deus permitirá que deixem de existir, Deus jamais desguarnecerá o ímpeto de voluntariados do grupo Irmã Sheila, da associação bauruense de combate ao câncer e de tantas outras que com certeza estou esquecendo. Nem mesmo da comissão de humanização da Associação Hospitalar de Bauru, que graças ao bom Deus merece a consideração de todos que dela se beneficia e certamente se beneficiarão.

Para entidades mediante favorecimento ou desfavorecimento financeiro na medida que não se modernizem e organizem-se no sentido de caminharem para o profissionalismo, na sua gestão, na sua administração, na capacitação de seus profissionais, tudo isso direcionado a um único objetivo: aos pacientes necessitados, sobretudo aos pacientes do sistema único de saúde.

Deivis Manoel Gonçalves - RG.9.828.807