Agudos - A prisão de um trabalhador rural anteontem à noite colocou fim a um inquérito policial que foi aberto há mais de quatro anos em Agudos (18 quilômetros de Bauru).
Marcos Antônio Venâncio, 34 anos, foi preso pelo Policiamento Rodoviário. Ele é um dos acusados de ter participado de um furto de gado em julho de 2001. Antes dele, quatro pessoas que teriam participado do mesmo crime foram detidas. Venâncio era o último integrante dessa suposta quadrilha que ainda continuava foragido.
Na época do furto, foi expedido um mandado de prisão temporária contra o suspeito. Embora o mandado ainda não houvesse sido cumprido, ele continuava em vigência. Venâncio acabou descoberto pela polícia quando o ônibus rural onde viajava foi parado em frente à Base do Policiamento Rodoviário de Agudos.
Ao checar a documentação de Venâncio, os policiais descobriram que havia um mandado de prisão contra ele. O trabalhador foi detido e levado à delegacia da cidade, onde foi dado cumprimento ao mandado e Venâncio foi enviado à cadeia de Avaí. Segundo informou o delegado Eron Veríssimo Gimenes, o acusado vai responder por furto qualificado e formação de quadrilha.
Os quatro que foram presos antes dele responderam pelos mesmos crimes e acabaram condenados. Cláudio Barone, 62 anos, recebeu pena de quatro anos, dois meses e 24 dias. Paulo César Galdêncio de Souza, 23 anos, foi condenado a três anos e quatro meses. Everaldo Nunes, 34 anos, pegou três anos, quatro meses e 20 dias. E Roberval Batista recebeu pena de cinco anos, dois meses e 14 dias de reclusão.
Vacas leiteiras
Nunes e Barone foram presos no dia do furto. Eles foram flagrados em uma operação conjunta feita pela Polícia Civil e Militar. No entanto, Venâncio conseguiu fugir e só foi encontrado anteontem, quase cinco anos mais tarde.
No caminhão onde eles estavam, foram encontradas 12 cabeças de gado que haviam sido furtadas de uma fazenda da região. Eles transitavam pela estrada velha Agudos-Piratininga quando foram interceptados, por volta das 3h45 do dia 24 de julho de 2001.
O veículo era conduzido por Nunes e levava na carroceria oito vacas leiteiras da raça girolando, dois garrotes (bezerros de dois a quatro anos de idade) da raça nelore e girolando e dois novilhos (menos de dois anos) também da raça girolando.
Durante o inquérito, o delegado Eron descobriu que o dono do caminhão, Roberbal Batista, também havia tido participação no crime e determinou sua prisão. Outro que foi preso mais tarde acusado de ter colaborado com o furto dos animais foi Souza, caseiro da fazenda.
Por ter transcorrido quase cinco anos desde que o crime foi cometido, Venâncio vai responder pela acusação de furto qualificado e formação de quadrilha em um processo separado, segundo informou o delegado.