11 de julho de 2026
Internacional

Combate entre etnias na Nigéria deixa pelo menos 20 pessoas mortas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Namu - Conflitos entre duas etnias da Nigéria deixaram ao menos 20 mortos em três dias de violência motivada por disputas territoriais na Província de Plateau (centro), informaram autoridades ontem. Ainda não há detalhes oficiais sobre os incidentes ocorridos na cidade de Namu, sendo que a polícia de Plateau se recusou a divulgar um balanço preciso sobre o total de vítimas dos confrontos. “Os combates tiveram início na segunda-feira, mas a segurança foi reforçada e o local agora está tranqüilo”, declarou Richard Chime, comissário de polícia de Plateau.

Funcionários dos serviços de emergência afirmaram que entre 20 e 30 pessoas foram mortas nos três dias de conflito, mas um jornal local estimou o saldo de mortos em mais de 100. A Cruz Vermelha não quis especificar o total de mortos, mas informou que 38 pessoas ficaram feridas e mais de 1.200 foram obrigadas a deixar suas casas em razão da violência. De acordo com a imprensa de Lagos, há vários policiais entre os mortos.

As autoridades impuseram o toque de recolher na região entre o pôr e o nascer do sol, disseram fontes oficiais.

A propriedade das terras da região é disputada entre as etnias gomai e pan. As notícias que chegam de Namu indicam que os gomai foram expulsos ou mortos, enquanto os pan, que dominam o governo local, circulam livremente. Uma força conjunta do Exército e da polícia foi postada na região para restabelecer a ordem. Existe o temor de que os confrontos recrudesçam, porque membros da etnia pan chegaram a Namu procedentes de povoações vizinhas.

Os confrontos forçaram centenas de pessoas a deixarem suas casas e seguirem para as cidades de Shendam, Lafia e Assaikyo. Yabuku Datti, porta-voz do governo da Província de Plateau, afirmou que as autoridades tomaram medidas para conter a crise. Calcula-se que mais de 12 mil nigerianos tenham morrido devido a este tipo de enfrentamento desde 1999, quando os militares entregaram o poder às novas autoridades civis do país, o mais povoado da África.