10 de julho de 2026
Esportes

Gislaine Nunes explica o caso envolvendo Marcelinho e Timão

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A bauruense Gislaine Nunes, advogada de craques brasileiros que atuam no País e no Exterior, fez um esclarecimento à respeito do episódio envolvendo o meia- atacante Marcelinho Carioca e o Corinthians.

“Quando convidada pelo presidente do Corinthians, Alberto Dualib, para uma reunião onde se pretendia realizar acordos nas ações trabalhistas dos atletas Marcelinho Carioca e Luizão, imediatamente após autorização de ambos os clientes, me encontrei com Dualib. Após o encontro é necessário que se esclareça para toda imprensa que nada teve a ver um acordo com outro. Os valores do Luizão já estavam depositados por força de penhora na 12ª Vara do Trabalho/SP, e o Marcelinho sofria uma execução por parte do Corinthians, visto que sucumbia nos processos”, revelou Gislaine.

“Realizamos as primeiras reuniões onde inicialmente se acordou a cerca dos valores do Luizão, tendo este conversado com o Alberto Dualib e me autorizando a finalizar os acordos. Faz-se necessário informar que quando recebi a ligação do presidente do Corinthians ele disse que gostaria de fazer o acordo dos atletas e que sua intenção era que o Marcelinho voltasse a atuar pelo clube”, informa a advogada.

“Para mim, hoje, fica claro que sua intenção era liberar as contas do Corinthians que estavam pelo processo do Luizão, bloqueadas (repita-se em nenhum momento houve vínculo de um processo com outro, até porque o Luizão encontrava-se em posição muito confortável)”,diz Gislaine, que ainda complementa.

“Pois bem? feito o acordo do Luizão iniciou-se o do Marcelinho. Foram 22 dias de reuniões e presenciei por muitas vezes o Dualib se indispondo com muitas pessoas que foram terminantemente contra o retorno do atleta ao clube, inclusive a MSI na pessoa de seu representante legal, Kia Joorabchian, que disse: “aqui quem dá as cartas sou eu”, revela.

“Hoje a decepção vem à tona. Presencio um presidente que se rende talvez a contratos firmados, onde fica claro que quem dá as cartas é a gestora ou investidora, como queira. Porém a meu ver é a verdadeira dona de um clube de glórias, refém do capitalismo, onde os valores e princípios são esquecidos; e hoje presencio um atleta que teve apenas uma vitória: livrou-se de um débito trabalhista; hoje presencio um atleta, um ídolo, a quem aprendi amar e respeitar, relegado à solidão sob o jugo de seu empregador”, conclui.