Israel - O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, afirmou ontem que a suspensão da ajuda financeira dos países ocidentais para a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não irá derrubar o governo do Hamas ou intimidar o povo palestino. Milhares de palestinos participaram dos comícios organizados pelo movimento islâmico radical Hamas em cidades dos territórios da Cisjordânia e Faixa de Gaza ontem, para demonstrar apoio ao novo governo.
“O povo palestino não vai abandonar seu governo, independentemente de quantos sacrifícios nós tivermos que fazer. Nós estamos preparados para comer azeitonas, sal e tomilho”, declarou Haniyeh a centenas de simpatizantes da causa palestina no campo de refugiados de Jebaliya, no norte de Gaza.
EUA e União Européia (UE) suspenderam a concessão de recursos para a ANP depois que o Hamas venceu as eleições legislativas palestinas em janeiro e formou o novo gabinete no mês passado. O Hamas - que prega o fim do Estado de Israel e é classificado pelos EUA e UE como uma organização terrorista - se recusou a atender as exigências dos ocidentais de renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel.
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O movimento palestino Hamas pediu ontem, em seu site na Internet, ajuda a novos doadores para obter o dinheiro necessário para sair da crise financeira, depois do corte do auxílio por parte dos Estados Unidos e da UE. “Para ajudar os irmãos palestinos a resistir e fazer fracassar os planos sionistas que pretendem obrigá-los a abandonar seus direitos nacionais legítimos, pedimos uma doação ao povo palestino”, afirma o texto publicado no site do Hamas.
O movimento radical islâmico divulga dois números de contas bancárias no Egito para o depósito de dinheiro. A UE, principal apoio financeiro dos palestinos com 500 milhões de euros por ano, e os Estados Unidos suspenderam as ajudas diretas ao governo liderado pelo Hamas, mas prometeram manter a ajuda humanitária à população palestina.
Para suspender a medida, UE e EUA exigem que o Hamas renuncie à violência, reconheça Israel e os acordos assinados no passado entre israelenses e palestinos. O Hamas não aceita as exigências e por isso não consegue pagar os salários de 140 mil funcionários.