08 de julho de 2026
Bairros

Serviços avançam com profissionalização

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 3 min

A profissionalização das entidades assistenciais contribuiu para a ampliação, nos últimos anos, da rede de proteção social de Bauru. A avaliação é da secretária municipal do bem-estar social, Egli Muniz. Atualmente, esses serviços são prestados por meio de 31 entidades e 71 projetos, e ainda tem mais quatro projetos em fase de implantação. O fenômeno também favoreceu o aumento dos recursos per capita para as pessoas assistidas pelos projetos.

De acordo com Muniz, as entidades sociais eram, em geral, há alguns anos, movidas por pessoas bem intencionadas, com muita força de vontade para ajudar pessoas carentes, mas não havia uma estruturação adequada dos projetos, e estes não eram trabalhados em rede. Assim, um grupo de voluntários pouco sabia do projeto que outro estava desenvolvendo.

“Hoje a rede de proteção social está organizada e funcionando em rede. É possível saber quais são as demandas de determinada região e destinar projetos que atendam às necessidades desta comunidade”, explica a secretária.

Atendendo menores carentes desde o final da década de 40, quando foi fundada por Nicola Avalone Júnior, a Casa do Garoto dos Padres Rogacionistas é uma das entidades que ampliou o número de atendidos, de 150 para 220, e teve aumento de cerca de 20% nos recursos per capita.

Segundo o presidente da entidade, Padre João Inácio Rodrigues, estes números mostram uma melhoria da rede de assistência social no município, mas ele salienta que ainda há uma demanda reprimida. “O aumento de recursos e de vagas com certeza representa um avanço para Bauru, mas ainda temos mais de 100 crianças aguardando para serem atendidas. É preciso ampliar ainda mais”, diz.

A Casa do Garoto atende crianças e adolescentes de 6 a 15 anos. Apesar do nome, também recebe meninas. Além da escola de ensino fundamental 1 e 2, a entidade oferece oficinas de trabalhos manuais - como artesanato, culinária, crochê – e atividades esportivas e de lazer. “A intenção é ampliar a escola para atendermos estudantes do ensino médio também. Esperamos conseguir isto em breve”, frisa Rodrigues.

Esperança

Outra entidade que aumentou o número de pessoas atendidas e os recursos per capita foi a Casa da Esperança (Caespe). Localizada no Núcleo Habitacional Fortunato Rocha Lima, a entidade atende cerca de 80 crianças. No ano passado eram 60.

Segundo a presidente da entidade, Lucila Coube Borges, a Caespe está aumentando sua infra-estrutura, com verba arrecadada a partir de eventos e doações, para poder atender às demandas reprimidas. “Estamos ampliando o prédio, pois sabemos que existem outras crianças na comunidade que gostariam de participar, mas os recursos são limitados também ao que o espaço físico comporta”, afirma.

Borges explica que a entidade oferece cursos de geração de renda para adultos, como oficinas de cabeleireiro, corte e costura, bordado em pedraria, crochê, panificação e manicure. “Há muitas mulheres da comunidade trabalhando após terem feito cursos aqui. É um trabalho muito gratificante”, afirma. A Casa da Esperança também tem cursos de alfabetização de adultos e reforço escolar. Atualmente são 25 pessoas matriculadas, com idades que variam de 13 a 74 anos.

As duas entidades contam com voluntários e profissionais, como psicólogos, assistentes sociais e cozinheiros, e oferecem refeições aos seus atendidos. Para se inscrever, é preciso que a criança ou adolescente freqüente uma escola no período em que não está na entidade. Há uma análise da necessidade familiar e as pessoas são atendidas conforme a ordem de inscrição.