07 de julho de 2026
Ser

Com licença...

Glorinha Braga Ortolan
| Tempo de leitura: 2 min

A bagagem pessoal que conquistamos durante nossa vida nos proporciona um olhar mais complacente com as pessoas.

A complacência nos motiva a pensar e descobrir o outro, impulsionando-nos para a ajuda ao próximo. Assim é o trabalho solidário. O voluntário, quando engajado em um projeto, luta por ele, sofre por ele e alegra-se com ele.

É um fortalecimento porque, aprendendo a enfrentar barreiras e dificuldades, no final, sente-se vitorioso ao ultrapassá-las e, assim, compreende melhor a vida.

A cidadania enseja a nossa participação na vida social. Um trabalho voluntário não pode ser um sacrifício, mas sim um prazer ao repartir um pouquinho do nosso tempo com o próximo. É um trabalho que exercita a nossa responsabilidade, ensina o bem servir e a olhar bastante além do mundo que nos cerca. É um ato de solidariedade.

A desculpa de “não tenho tempo” não é aceita. O voluntariado pode ser exercido em qualquer lugar: em uma instituição, na comunidade e no próprio lar, pois é caridade, e caridade começa em casa. De nada adianta praticar ações caridosas fora de casa senão a praticarmos no lar. Primeiro devemos pregar o botão da camisa do marido, filho ou irmão e depois costurar para as crianças de uma creche.

O trabalho voluntário requer responsabilidade. Não é um capricho ou um hobby. É trabalhar mais com o coração do que com os neurônios. É mais prazer que obrigação.

Normalmente, diante da escassez de recursos, os voluntários fazem mágicas para conseguir seu objetivo e a capacidade de transpor barreiras, a convivência com diferentes realidades, o prazer de trabalhar em equipe e a criatividade, fatos realmente vividos por eles, são muito valorizados no mercado de trabalho, que carece de profissionais íntegros, com valores morais e éticos definidos. O profissional que exerce o voluntariado é admirado pelos seus colegas e respeitado na sociedade.

Quem vê de fora o trabalho de um voluntário pode pensar que as pessoas beneficiadas é que são as agraciadas, porém, para quem o exerce, um abraço, um sorriso ou um simples olhar carinhoso é a sua recompensa. É a certeza do dever cristão cumprido. É a descoberta do outro e o existir pelo outro. É a experiência de vida abrindo caminhos para novas realidades.

Pergunta: Posso usar jeans em um evento sofisticado? (Beatriz – Marília/SP)

Resposta: Há alguns anos o jeans era considerado um traje esporte. Hoje, com materiais diferenciados e até com brilho, pode ser usado em um evento sofisticado, desde que a pessoa tenha estilo para vesti-lo e que o convite não mencione traje a rigor. Os complementos (bolsa, calçado, enfeites) devem combinar com o traje, valorizando-o. Mas... cuidado: se o jeans não for usado com bom senso, pode tender ao ridículo e ao vulgar.

Beatriz, se voçê tem um estilo mais tradicional, opte por outro tipo de roupa, com tecidos mais nobres e complementos mais sóbrios.