08 de julho de 2026
Ser

Para ser belo é necessário reconhecer ciclos da vida

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as idades têm sua própria beleza, explica a médica-cirurgiã Carla Góes Sallet em sua obra “Belíssima aos 40, 50, 60, 70...”, que enfoca temas do universo feminino. “É preciso viver com sabedoria, acompanhando a evolução natural do tempo. Os anos devem passar deixando uma bela mulher como testemunha. São esses pequenos rituais que fazem os dias serem vividos com tranqüilidade. Os valores internos são muito mais importantes, o bom humor, por exemplo, traz um ar bonito e saudável, além de ser um excelente elixir para a saúde”, disse ela, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade no final do ano passado, época do lançamento do seu livro.

Para ser belo, basta aceitar as diferentes fases da vida, explica a psicóloga clínica e sexóloga Dalva Tamborianski. “O ser humano não deve se preocupar com isso. O novo é belo, mas não tem segurança. O maduro vai adquirindo um charme pela própria experiência de vida. Há diversas pessoas que não trocariam seus 20 pelos 40 anos”, aponta.

É o caso da chefe de setor Rosemary de Andrade dos Santos, 43 anos. Feliz com seu corpo e sua idade, ela conta que não é adepta de regimes ou correções estéticas. “Nós temos tantas qualidades que mesmo alguns ‘defeitinhos’ são superados.”. “Há pessoas que ‘perseguem’ a beleza. Se aparece uma ruga, correm para colocar Botox. Esse comportamento alimenta a indústria do consumismo porque a cada dia há um novo cosmético, moda ou fórmula diferente e algumas podem ficar ‘escravas’ disso”, detalha.

Tamborianski reforça que nenhum creme faz milagres. “A mulher pode usar um cosmético que ‘estica’, mas se ela não estiver bem interiormente, estará ‘mascarada’. Na realidade, a auto-estima e autoconfiança se traduzem em beleza, que transcende de forma espontânea.”

Santos concorda com a psicóloga. “É claro que um rímel e batom ajudam a nos sentir bem, mas beleza é algo que aflora, vem de dentro para fora e não o contrário”, afirma.

A agente de atividades sociais e costureira Valéria Pedrosa da Silva, 47 anos, compartilha da mesma opinião de Santos. “Meu externo reflete aquilo que sou e não tenho vontade de mudar nada em meu corpo. Ser bela é ser tranqüila e respeitar as pessoas”, diz.

Embora se incomode um pouco com algumas gordurinhas, a dona de casa Susilaine Montagno, 38 anos, afirma que auto-estima é ingrediente número para ser uma pessoa bonita. “Tive duas gravidezes e gostaria de fazer uma plástica para diminuir a barriga, mas não sou ‘escrava’ da vaidade. Ser bela é estar e sentir-se bem consigo mesmo”, defende. “Beleza não é perfeição, ela se traduz em harmonia com o todo”, resume a estudante Thais Helena Badini, 23 anos.