Um piano antigo está fazendo muito pelas crianças da Casa da Criança. Mas um pote vazio de café solúvel, um retalho, uma garrafa pet e jornais nas mãos certas também podem ajudar a transformar realidades difíceis.
Muitos projetos trabalham para levar conforto para pessoas que enfrentam alguma dificuldade, mesmo que momentânea. Flanelas, lãs, cobertores de bebês, fralda de pano, tecido para toalha, tudo isto pode ser doado para a Igreja Santo Antônio, no Jardim Bela Vista.
Lá, um grupo de 20 a 30 mulheres, transforma todo tipo de tecido, cada retalho, em enxovais de bebê para serem doados a gestantes carentes. Por ano, são confeccionados entre 78 e 90 enxovais. Mercedes Munhoz afirma que as futuras mães passam por um curso de quatro aulas. No último dia, recebem um kit com sete fraldas, três pares de meinhas, três sapatinhos, cobertor, um jogo de pijama de flanela, três mijões e pagãos. “Quando recebemos mais doações aumentamos o enxoval”, afirma Mercedes Munhoz.
Se o que você tem em casa são apenas potes de vidro, ótimo! Serão muito úteis para ajudar mães que não podem amamentar seus bebês. O Banco de Leite Materno depende disso. Os potes de vidro com tampas plásticas são fundamentais para armazenar o leite.
O projeto Doutores da Alegria está diariamente nos hospitais divertindo as crianças internadas na ala de pediatria. Paulo Roberto Migues, um dos integrantes do grupo, afirma que durante uma hora por dia divertem as crianças, para que se esqueçam um pouco da rotina do hospital.
Neste trabalho, os Doutores da Alegria precisam muito de papel sulfite, livros de história, fantoches, bexigas, lápis de cor, e tudo que possa divertir as crianças. Inclusive, lembra Paulo, revistas para entreter as mães.
Garrafa pet de refrigerante, pedaços de vidro, velas e madeiras na mãos dos moradores do Albergue Noturno são peças artesanais em potenciais. Rosa Maria Ribeiro Silva, auxiliar do albergue, que atende pessoas que estão de passagem e dez que moram no local, afirma que o dinheiro é revertido para o autor dos objetos.
Adultos com idades entre 20 e 45 anos, que perdem o vínculo com a família, acabam morando no albergue e através das oficinas de artesanato com material reciclável conseguem algum dinheiro.
Já a doação de utensílios domésticos, roupas, alimentos e remédios pode ajudar e muito as 124 famílias e 180 crianças do Projeto Girassol. A assistente social do projeto, Maristela Ferreira Moraes, explica que estas crianças carentes são atendidas no contraturno escolar e recebem apoio pedagógico, alimentação, participam de oficinas, fazem recreação. “É um complemento da escola”, explica. É uma forma de evitar que as crianças fiquem na rua no período em que não estão na escola.