09 de julho de 2026
Nacional

Anatel vai avaliar baterias de celulares

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os usuários de telefones celulares ainda terão que esperar cerca de quatro meses para obterem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) garantia de qualidade das baterias de celulares disponíveis no mercado. Esse é o prazo estimado para que a agência defina uma regra com normas técnicas que os fabricantes das baterias comercializadas no País deverão seguir, segundo estimou o gerente-geral de Certificação da agência, Francisco Giacomini.

Os técnicos da agência estão finalizando um regulamento sobre as características das baterias e dos carregadores. Mas o documento ainda precisa de avaliação da procuradoria da Anatel e de aprovação do Conselho Diretor, além de passar por um processo de consulta pública.

Enquanto a norma não fica pronta, a agência recomenda que os usuários de celular utilizem baterias originais dos fabricantes dos seus telefones. Isso porque, segundo Giacomini, os casos de acidentes (aquecimento ou explosão) de celulares que a agência tomou conhecimento formalmente até agora (cerca de 8 nos últimos dois anos - último caso, aconteceu no dia 3 deste mês, em São José do Rio Preto) ocorreram com baterias “compatíveis” ou do mercado cinza (piratas ou contrabandeadas).

Ele destacou que muitas baterias são importadas (legalmente ou não) e há casos até de equipamentos recondicionados sem garantias, o que representa um alto risco para o consumidor por conterem produtos explosivos em contato com o ar (lítio).

Vários equipamentos, como baterias de grande porte das centrais telefônicas, antenas e também os terminais de telefones fixos já são certificados pela agência, e precisam de um selo emitido pelo órgão regulador para serem vendidas no País. Até mesmo os telefones celulares passam por um processo de certificação, mas não há uma regra definida para as baterias e os carregadores utilizadas nesses terminais. A agência não tem estimativa de quantas baterias de celulares existem hoje no mercado, mas o número total de celulares está próximo de 87 milhões, segundo dados da própria Anatel.