07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Tema do dia

Como previmos na edição de ontem, as discussões em torno do reajuste de 5,03% concedido aos servidores municipais dominaram a sessão da Câmara de ontem. Os vereadores não pouparam críticas à administração e o bombardeio partiu até de aliados do prefeito Tuga Angerami (PDT) que, se não criticaram o valor do reajuste, não concordaram com a forma como a prefeitura negociou com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm).

• Discurso fácil

O vereador Primo Mangialardo (PV) sintetizou bem a situação dos vereadores na sessão de ontem. Segundo ele, estava fácil falar na tribuna, já que, com a presença maciça dos servidores em greve nas galerias, bastava aos parlamentares falar mal da administração, ou do reajuste oferecido pelo prefeito, para serem aplaudidos.

• Mundo jurídico

A disputa jurídica em torno da validade ou não da greve dos servidores já ganha três ou quatro teses em diferentes direções. O Executivo conseguiu liminar apontando que o direito à greve no serviço público não está regulamentado por lei. Mas o sindicato foi ao Tribunal de Justiça e este anulou a liminar decidindo que o assunto é de competência da Justiça do Trabalho. Agora, na prática, é que vai ser discutido se a greve é legal ou não.

• Defesa dos 5,03%

Alguns vereadores se aventuraram a defender a administração, mesmo diante de ambiente desfavorável na sessão de ontem. Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), Arildo Lima Júnior (PP) e João Parreira (PSDB) fizeram as vezes do governo, questionando os índices de reposição defendidos pelo sindicato.

• Massa de manobra

Já Lima Júnior protagonizou a maior reação dos servidores em greve. Ao defender a volta dos grevistas ao trabalho, Lima viu os funcionários virarem as costas para ele, enquanto falava na tribuna. O vereador classificou o ato como falta de respeito ao Legislativo e disparou que a categoria serve de massa de manobra do sindicato.

• Adiado de novo

À parte das discussões sobre a greve, a Câmara Municipal adiou, por mais uma sessão, a votação do projeto de lei que autoriza o Executivo a receber em doação do governo do Estado bens localizados no Centro Social Urbano (CSU) do Jardim Bela Vista. O projeto já tinha sido adiado por três sessões e retornou à pauta de ontem, mas o vereador José Carlos Batata (PT) pediu mais uma semana, mesmo sem explicar o porque desta vez.

• Homenagens

Os vereadores aprovaram ainda o projeto de decreto legislativo, de autoria do vereador João Parreira, concedendo a medalha de honra ao mérito “Custos Vigilat” ao astronauta Marcos Pontes. Outro projeto, do vereador Benedito da Silva (PSDB), concede o título de Cidadão Bauruense ao secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes.

• Turma do barulho

Apesar dos incidentes em plenário, o protesto dos grevistas não impediu a realização de uma reunião entre a direção do sindicato com os vereadores. Antes de começar o encontro, o presidente da Casa, Toninho Garmes (PSDB), pediu, com educação, se os sindicalistas poderiam determinar que o carro de som reduzisse o volume, na rua, enquanto o diálogo acontecia.