08 de julho de 2026
Polícia

Garota é estuprada ao voltar da escola

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma adolescente de 14 anos foi estuprada quando retornava da escola, localizada na Vila Industrial, em Bauru, na segunda-feira à tarde. Ela relatou à polícia, horas depois do fato, que um homem desconhecido, em um carro escuro, a interceptou e a ameaçou com um revólver, forçando-a a entrar no veículo.

Sob a mira da arma, a adolescente contou que foi levada para um local ermo, onde foi obrigada a descer do veículo e a manter relações sexuais com o desconhecido. Em seguida, ele teria ordenado que a adolescente colocasse a roupa rapidamente e deixado-a no mesmo local onde a encontrou.

A vítima acredita que passou cerca de duas horas com o estuprador e garante que tem condições de reconhecê-lo. O estupro é o 12º deste ano em Bauru registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM)

Além do caso da adolescente da Vila Industrial, uma outra denúncia de violência sexual está sendo averiguada pela DDM, que recebeu ontem a informação de um estupro que teria ocorrido há mais de uma semana. A vítima é uma menina de 12 anos, que teria sido convidada pelo irmão do amásio de sua mãe a entrar na casa dele.

Na residência, o rapaz teria passado as mãos nos seios e no órgão sexual da garota, que afirma ter desmaiado em seguida e, por isso, não foi capaz de contar o que ocorreu a partir de então.

Segundo a delegada da DDM, Marilda Pansonato Pinheiro, foi instaurado inquérito para apurar as circunstâncias em que os fatos aconteceram. O acusado foi agredido pela família da adolescente.

Aumento

Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 12 estupros em Bauru, número 22% maior que o notificado no mesmo período do ano passado, segundo dados da Delegacia Seccional. Mas os registros nem sempre representam a situação real, alerta a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Marilda Pansonato Pinheiro.

Ela ressalta que no mês de março foram registrados três casos de autoria desconhecida. Em dois deles, as vítimas desistiram da acusação. “Uma alegou que não teria como fazer o reconhecimento e a outra disse que, na verdade, não houve estupro”, relata Marilda.

Casos assim, são arquivados, frisa a delegada. De acordo com ela, algumas jovens que se prostituem, quando não entram em acordo com o cliente quanto ao preço do programa, fazem o registro de estupro. “Em todos eles nós apuramos para saber se não há alguém se beneficiando da prostituição dessa menor”, ressalta.

Há, ainda, comunicações de estupro envolvendo adolescentes que chegam à polícia, mas na verdade tratam-se de relações sexuais com consentimento. Ao perder a virgindade e ser questionada pela família, a garota faz a denúncia de estupro. “Nós já encaminhamos um caso destes para a Delegacia da Infância e Juventude (Diju) porque é comunicação falsa de crime”, diz a delegada.