08 de julho de 2026
Internacional

Queimado bloqueio para Uruguai

Folhapress
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Buenos Aires - Um grupo de comerciantes da cidade argentina de Colón (320 km de Buenos Aires) pôs fogo ontem nas barricadas feitas pela assembléia ambiental de moradores do município que interrompia o trânsito no trecho entre a Argentina e o Uruguai há 11 dias. O bloqueio da fronteira com o Uruguai era um protesto argentino contra a instalação de duas fábricas de pasta de celulose em território uruguaio.

Cerca de dez moradores a favor da interrupção estavam no local, mas não houve confronto com os comerciantes. Eles resolveram liberar a passagem na ponte sobre o rio Uruguai, mesmo contra a decisão da dividida assembléia ambiental do município, alegando que têm prejuízos sem os compradores do país vizinho.

Ontem, ainda permanecia fechada, também em protesto contra as “papeleiras” no Uruguai, a principal passagem terrestre entre os países, na cidade de Gualeguaychú (248 quilômetros de Buenos Aires).

O governo uruguaio diz que o país já perdeu US$ 400 milhões com os piquetes que já duram 69 dias na cidade e pede que a questão seja discutida no Mercosul. O governo argentino é contra a construção das papeleiras, mas tem criticado os bloqueios da estrada, embora não houvesse movimento para desalojar os manifestantes.

A Casa Rosada exige do Uruguai que faça um estudo de impacto ambiental que terão as duas fábricas de celulose que estão sendo construídas às margens do rio Uruguai, compartilhado entre os países.