10 de julho de 2026
Nacional

Boletim do FMI diz que Brasil deve ter crescimento de 3,5% em 2006

Folhapress
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São Paulo - A economia brasileira deve atingir um crescimento de 3,5% neste ano, mas terá de melhorar sua política fiscal e tornar o País um ambiente mais atrativo para as empresas, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em seu boletim “World Economic Outlook”, divulgado ontem.

Depois de uma “forte desaceleração da atividade” econômica no ano passado, o país irá se recuperar neste ano, “com um fortalecimento do crescimento”, que deve atingir 3,5%, contra os 2,3% registrado no ano passado, segundo o documento. Para 2007, a economia brasileira deve também atingir 3,5% de crescimento, informou o Fundo.

O FMI recomendou, no entanto, que, “para prolongar os (efeitos dos) esforços feitos para a redução da dívida pública, será importante resistir às pressões para um melhor controle fiscal, a fim de manter um alto superávit primário”.

A meta de superávit primário no Brasil hoje é de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o Fundo propõe “aumentar o crescimento a médio prazo, com esforços de reformas, inclusive melhorando a qualidade da política fiscal e do clima empresarial”.

O acordo entre o Brasil e o Fundo terminou em março do ano passado. Em dezembro de 2005, o governo decidiu fazer o pagamento antecipado da dívida com o organismo internacional, que era de cerca de US$ 15,5 bilhões.

Argentina

Segundo o FMI, a Argentina será neste ano o país latino-americano com o maior crescimento econômico, de 7,3%, mas deverá registrar também a maior alta da inflação na região, 12,9%. “A expansão econômica da Argentina continua forte e ampla, reforçada por uma demanda doméstica em alta e pelo crescimento robusto das exportações”, segundo o documento.

O Fundo, no entanto, destacou que o crescimento deve passar a um ritmo mais moderado em 2007, devido à “limitação da capacidade” do país para maiores expansões e à inflação, “que começa a erodir a competitividade”. No próximo ano, a inflação deve subir para 15%.

O controle da economia deverá ser feito através de um superávit fiscal mais amplo, maiores taxas de juros e mais flexibilidade do câmbio, recomendou o documento do FMI. Em janeiro deste ano, o Fundo Monetário Internacional confirmou que a Argentina efetuou o pagamento antecipado de sua dívida de US$ 9,6 bilhões com a instituição.