11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Crítica da crítica (“Flutua... Marcos Pontes”)


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O ensaísta da “Veja” Roberto Pompeu de Toledo tem todo o direito de expressar a sua opinião crítica a respeito da missão espacial brasileira, no entanto, a sua acidez realística (“Veja” - 12/04) merece alguns reparos.

É bem verdade que o Brasil não tem o domínio da tecnologia espacial, entretanto, a veracidade desse fato importa menos do que o exemplo positivo que o menino pobre de Bauru deu ao mundo (principalmente ao terceiro mundo) ao ousar acreditar e realizar o seu sonho de chegar ao espaço, vencendo assim vários obstáculos e preconceitos. Portanto, bem mais do que “flutuar” e independentemente do que pensa a comunidade científica (inter)nacional, quantos “Marcos Pontes” não surgirão, senão pela conquista do astronauta brasileiro, mas, sobretudo, por sua edificante história de vida? Quanto vale despertar aos olhos da nova geração, o interesse pela ciência (biologia, física, química, engenharia...)? 10 milhões de dólares?

Insinuações políticas à parte (“Veja”), a verdade verdadeira dos fatos é que o engenheiro aeronauta sr. Marcos Pontes cumpriu dignamente a sua missão, e a fez com coragem, com simpatia, com patriotismo e, acredito, ciente do simbolismo (inestimável) positivo da sua missão, sem preocupar-se em atribuir para si o “status de herói nacional”. Quanto à insinuação irônica de seus “experimentos científicos” - “feijãozinho” no algodão molhado - que esse possa frutificar e alimentar a mente, principalmente da juventude brasileira. De qualquer forma, todo o respeito a esse ilustre bauruense que para chegar lá se esforçou e conseguiu transformar sonhos em conquistas. Bauru agradece.

Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493