11 de julho de 2026
Internacional

Em aniversário de pontificado, papa condena atentado em Israel

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Vaticano - O papa Bento XVI manifestou ontem sua “firme condenação” ao atentado suicida ocorrido anteontem em Israel, dizendo que os direitos “legítimos” dos palestinos não podem ser justificativa para ataques. O papa deu as declarações durante seu discurso semanal, que ontem marcou o primeiro aniversário de seu pontificado.

“Eu sinto a necessidade de expressar minha condenação a este ato terrorista”, disse o papa. “Ninguém pode defender direitos legítimos por meio de atos abomináveis.” Bento XVI afirmou ainda que reza para que ambos não tomem medidas “trágicas”, mas adotem passos para que a região viva em paz e segurança.

O ataque terrorista de segunda-feira contra um restaurante em Tel Aviv matou nove pessoas e feriu outras 40. O grupo extremista palestino Jihad Islâmico assumiu a autoria do atentado suicida.

O papa pediu ainda que a comunidade internacional, “que apóia o direito de existência de Israel”, auxilie o povo palestino a sair das condições precárias em que vive para que possa “construir seu futuro em direção à constituição de seu próprio Estado”.

Uma multidão estimada em cerca de 50 mil pessoas se aglomerou na Praça São Pedro, em Roma, para assistir a audiência de Bento XVI, que lembrou que sua eleição como papa, há um ano, foi “uma total surpresa”.

Aos 78 anos, Joseph Ratzinger foi o cardeal mais velho em 275 anos e o primeiro alemão em cerca de mil anos a ser eleito papa, para suceder João Paulo II, em 19 de abril de 2005.

O pontífice, que completou 79 anos no último domingo, foi a Roma para audiência depois de passar alguns dias descansando em seu castelo de verão em Castelgandolfo (30 km ao sul de Roma). Em 25 de maio, o papa deve ir à Polônia - terra natal de João Paulo II, onde deve visitar a cidade de Wadowice, onde seu predecessor nasceu, e o campo de concentração de Auschwitz.