08 de julho de 2026
Auto Mercado

Zero 'pelado' ou 'recheado'? Escolha depende do uso

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Na hora de comprar um carro, muitas pessoas costumam ficar em dúvida entre optar por um zero-quilômetro básico, “pelado” de equipamentos, ou escolher um usado “recheado”, mais confortável e situado até em segmentos de mercado superiores aos “populares”. Entretanto, para se chegar a uma conclusão sobre qual o melhor negócio, é preciso levar em conta os prós e contras de cada opção e, principalmente, avaliar qual será o perfil de uso do veículo.

É o que recomendam especialistas do setor ouvidos pelo AutoMercado & Cia. O vendedor Oneir Aparecido Caçador, há anos atuando no ramo em uma concessionária bauruense, ressalta que o tipo de utilização do automóvel é fator determinante para decidir entre o zero “pelado” e o usado “recheado”. “Há clientes que chegam na loja decididos pelos zeros básicos, pois argumentam que usam pouco o carro, como para se deslocar somente da residência ao trabalho e vice-versa ou para ir ao mercado fazer compras, e não precisam se preocupar com “luxo”. Mas há aqueles que preferem um pouco mais de conforto, pois dependem e usam mais o automóvel, como os viajantes. São exemplos que valem para todas as pessoas pensarem na hora da compra”, enfatiza.

Apesar disso, Caçador sustenta que, se tivesse de escolher, optaria sempre pelos “zerados”. “Indubitavelmente, os zero-quilômetro são sempre melhor negócio. E por vários motivos. Além do comprador poder contar com a garantia da montadora - há veículos que são cobertos por três anos -, a pessoa não esquentará a cabeça com manutenção e, na hora da revenda, quanto mais novo o carro, maior é seu valor final. Isso mesmo levando em conta o fato do zero desvalorizar sempre mais que o usado”, analisa o vendedor. E acrescenta: “Mas mesmo assim há quem opte pelos usados, pois, como já disse anteriormente, cada caso é um caso.”

Igual raciocínio é seguido por Renato Tambara Neto, gerente de vendas de uma concessionária. A exemplo de Caçador, e pelas mesmas razões, Neto também considera o zero-quilômetro a melhor escolha para um negócio. Entretanto, ele argumenta tratar-se de uma questão de difícil análise em virtude do envolvimento de características pessoais. “É muito complicado porque um carro pode ser ótimo para uma pessoa , mas ruim pa-ra outra. Certo mesmo é avaliar as vantagens e desvantagens e, especialmente, o custo-benefício de um e outro para tentar se chegar a um veredito”, pondera.

O gerente ainda dá uma dica para quem optar pelo zero-quilômetro “pelado”. “Uma dica é instalar posteriormente os acessórios mais desejados, como o ar-condicionado ou o trio elétrico. É uma saída, pois assim a pessoa pode ir reunindo recursos para efetuar esses serviços em prol do conforto ao rodar”, salienta Neto.

Por fim, Caçador adverte para alguns cuidados a serem tomados, principalmente, no ato da compra de um usado. “Além de checar a parte documental, é imprescindível verificar a procedência do automóvel e de quem se está adquirindo o carro. Também é essencial checar a lataria, um dos pontos que mais pesam, favoravelmente ou negativamente, no valor final de um veículo”, conclui o vendedor.