09 de julho de 2026
Bairros

Para Barbieri, município colhe efeitos da ausência de limites

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 1 min

“Estamos colhendo os frutos da Bauru sem limites.” Com esta frase, o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Alexandre Barbieri, destaca a visão que muitos políticos e empresários tinham e têm quando o assunto é meio ambiente, de que não há limites para desmatar, para derrubar a natureza e fazer loteamentos, construir condomínios de alto padrão.

“Hoje Bauru começa a despertar para a importância de preservação do meio ambiente, mas não por consciência de sua importância e sim por necessidade. Porque cada vez mais as pessoas sabem que se não preservarmos agora, não haverá nada no futuro”, afirma.

Barbieri explica que no passado, e não tão distante assim, foram feitos muitos loteamentos errados, em locais inapropriados. Como exemplos, ele cita os casos do Núcleo Popular Habitacional Nobuji Nagasawa, popularmente conhecido como Bauru 2000 e da Pousada da Esperança 1, que sofrem constantemente com erosões e destruição da pavimentação asfáltica por conta de manejo inadequado do solo.

Para reverter a situação, Barbieri acredita que é necessário que o Poder Público estabeleça metas e critérios para frear os loteamentos. “É preciso ocupar os vazios urbanos, trabalhar reloteamentos, pois o maior responsável pela degradação ambiental são os loteamentos”, diz. Ele ressalta ainda que o Plano Diretor será um instrumento de extrema importância para garantir áreas verdes para as futuras gerações.