08 de julho de 2026
Bairros

Antônio, defensor do pequizeiro


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Nascido em Bauru há 51 anos, Antônio Cícero de Oliveira, morador da Vila Independência, gosta de passear por locais onde ainda existem remanescentes de cerrado e mata atlântica. Seus locais preferidos são o Jardim Botânico e o Zoológico Municipal.

Pintor residencial, Oliveira conta que desde a infância tinha afinidade com terra e plantas, mas o gosto pela natureza ficava limitado ao plantio de algumas mudas no jardim de sua casa ou da contemplação de praças com plantas nativas. Há cerca de cinco anos, ele tomou gosto pelo assunto e começou a participar de palestras, workshops e conferências relacionadas à preservação do meio ambiente. Preocupado principalmente com a degradação do cerrado, ganhou uma bolsa de estudos parcial na Universidade do Sagrado Coração (USC) e iniciou o curso de biologia há dois anos. “Apesar de ter o conhecimento popular, eu tinha muita vontade de adquirir conhecimento científico para poder desenvolver projetos de preservação ambiental. Uma urbanização sustentável e que garanta qualidade de vida aos moradores da cidade depende da preservação do meio ambiente”, afirma.

Hoje, Oliveira cultiva plantas medicinais e faz experiências com sementes em sua residência. Apaixonado pelo pequizeiro, planta típica do cerrado, ele busca patrocínio para publicação de uma cartilha sobre a planta. “O pequi, fruto do pequizeiro, é rico em vitamina A e antioxidantes e pode ser consumido de diversas maneiras, com arroz, como licor e ainda é ingrediente da famosa galinhada mineira”, explica.

Ele comenta que costuma caminhar muito por Bauru e que o gosto pela natureza faz com que ele muitas vezes nem perceba as pessoas, os carros e as ruas asfaltadas. “Vou andando, observando o verde e, mesmo que as plantas estejam próximas a ruas e carros, só enxergo as plantas”, diz.

A maior tristeza do futuro biólogo é ter acompanhado de perto a degradação das áreas verdes da cidade. “Bauru já foi muito mais verde. O avanço populacional e a urbanização destruíram e continuam destruindo o meio ambiente. É preciso lutar contra isto”, brada.