São Paulo - O Conselho de Ética da Câmara vota nesta terça-feira o parecer do deputado Moroni Torgan (PFL-CE) pedindo a cassação do deputado Vadão Gomes (PP-SP), acusado de receber dinheiro do valerioduto. O relatório será apresentado às 14h.
O deputado aparece como beneficiário de dois saques, no valor total de R$ 3,7 milhões, nas contas do empresário Marcos Valério, suposto operador do “mensalão”. Vadão é um dos dois últimos parlamentares acusados de envolvimento com o "mensalão" que ainda aguardam a votação do pedido de cassação em plenário. O outro é o deputado Josias Gomes (PT-BA).
O placar das votações dos processos de cassação dos envolvidos no "mensalão" mostra que, até agora, somente três deputados foram cassados e nove já conseguiram manter seus mandatos. O último a escapar da cassação foi o deputado José Mentor (PT-SP), no dia 19. Antes dele, no dia 5, o plenário absolveu o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). Essa decisão provocou uma rebelião no Conselho de Ética, que recebeu o pedido de renúncia de seis parlamentares.
Também foram absolvidos os deputados João Magno (PT-MG), Wanderval Santos (PL-SP), Pedro Henry (PP-MT), Roberto Brant (PFL-MG), Professor Luizinho (PT-SP), Sandro Mabel (PP-GO) e Romeu Queiroz (PTB-MG). Dos principais protagonistas do suposto escândalo do mensalão, apenas Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE), perderam seus mandatos. Outros quatro acusados - Valdemar Costa Neto (PL-SP), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Paulo Rocha (PT-PA) e José Borba (PMDB-PR) - renunciaram para escapar.