Em 1960, um ponta do Fluminense do Rio acabou com o jogo contra o Flamengo. Eu assisti aos melhores lances no cine São Paulo, aquele “Complemento Nacional” que existia e acontecia antes do filme começar.
Foi a primeira vez que ouvi falar em Telê, era ponta-direita do Fluminense e tinha o apelido de “Fio de Esperança”, o que irritava o então narrador esportivo, flamenguista roxo Ary Barroso. Pois é, mais tarde Telê Santana acabou sendo o responsável por inúmeras alegrias que o futebol nos deu, entre elas o bi do São Paulo, que botou na grama nada mais do que o Milan e o Barcelona.
Desde 96 Telê disputou contra a morte uma partida tão difícil quanto aquela contra a Itália no Estádio Sarriá... Fazer o quê? Fica agora esse vazio onde podemos colocar, talvez um monumento à honra, coisa que muito poucos fazem por merecer, para que o Fio de Esperança permaneça nestes dias conturbados do nosso grande futebol. Salve, Telê!
Áureo Cagliostro - RG 8.098.982