10 de julho de 2026
Regional

Três são suspeitos de atos de vandalismo em praça de Avaí

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - A Praça Major Gasparino de Quadros, no Centro de Avaí (39 quilômetros de Bauru), amanheceu ontem com três bancos de concreto arrancados da base, uma escada de madeira de um palco retirada e plantas do jardim danificadas.

De acordo com o delegado José Firmino de Oliveira, dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e Marcelo Navarro, 22 anos, seriam os autores da depredação à praça, onde está instalada também a Igreja de São Sebastião.

A única testemunha do ato de vandalismo foi o guarda da prefeitura, que estava distante cerca de 80 a 100 metros do local. O vigilante foi alertado pelo barulho às 3h da madrugada e conseguiu passar para a Polícia Civil alguns detalhes da roupa de um dos autores. Oliveira acrescentou que, ao perceber que estava sendo observado, o vândalo correu.

Com base na descrição, o delegado explicou que identificou ontem à tarde um dos suspeitos, o menor de 17 anos. Ao ser detido, o adolescente negou o envolvimento. Na presença do pai, o menor acabou assumindo a responsabilidade e confirmando a participação de mais duas pessoas. Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil de Avaí realizava diligência para deter Navarro. Outro menor já tinha se apresentado na delegacia.

Os nomes dos menores foram preservados como determina o Estaduto da Criança e do Adolescente (ECA).

Oliveira acrescenta que foi registrado um Boletim de Ocorrência apontando dano qualificado. Segundo o delegado, foi feito um ato infracional, que será remetido ao juiz da Vara da Infância e Juventude de Bauru. O delegada explica que, se condenado, Navarro pode receber uma pena que varia de 6 meses a 3 anos de reclusão e mais o pagamento de multa.

De acordo com Oliveira, no ano passado, a mesma praça sofreu ato de vandalismo, com um banco sendo danificado por um adulto que foi identificado. Em outro caso anterior, imagens de santos foram quebradas e retiradas do lugar na Igreja de São Sebastião. Nos dois casos, os responsáveis foram identificados e a acusação criminal foi apresentada à Justiça. “Mas estamos admirados porque é coisa muito rara de acontecer”, salienta Oliveira.