Mesmo suspensa em São Paulo, a greve dos servidores da Anvisa deve continuar nos outros Estados do País, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps).
Na última segunda-feira, representantes dos grevistas foram recebidos no Ministério do Planejamento, que propôs o fim da greve em troca de um projeto de lei que garantiria a integração de 474 funcionários contratados em regime emergencial e a equiparação salarial dos funcionários antigos e novos, informa a Fenasps.
Em assembléia realizada anteontem, servidores de São Paulo decidiram acatar a orientação do sindicato regional da categoria, que recomendou a interrupção da greve.
Na prática, a suspensão da greve significa a liberação dos produtos retidos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, além dos pacotes enviados pelo correio que aguardam análise na sede da Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de São Paulo.
Porém, os produtos que esperam liberação no porto de Santos (litoral de São Paulo), devem permanecer encalhados, já que os trabalhadores do porto seguem as determinações da Fenasps e não do sindicato regional.
O Ministério da Saúde nega que a greve tenha prejudicado o fornecimento de insumos essenciais à vida. No entanto, cerca de 1.300 mandados judiciais já foram concedidos exigindo a liberação de produtos. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas (HC) chegou a anunciar a suspensão dos exames de HIV e hepatite C em pacientes ambulatoriais por falta das substâncias usadas nos procedimentos.