09 de julho de 2026
Nacional

Busato culpa os Poderes pelo agravamento da crise

Folhapress
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Brasília - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, apontou ontem o governo, o Congresso e a morosidade do Poder Judiciário pelo agravamento da crise política no País. Em discurso na posse da ministra Ellen Gracie na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Busato afirmou que "a República padece da pior das crises: a crise de credibilidade, a crise de confiança”. E completou: “O comportamento indecoroso de alguns agentes públicos expôs ao desgaste as instituições do Estado aprofundando o descrédito que já o fragiliza perante a sociedade”.

Segundo o presidente da OAB, a grande carência de Justiça no país tem feito com que a crise se acentue e, com ela, a falta de credibilidade nas instituições e nos homens públicos. “Precisamos por termo à sensação de que este é o país da impunidade. Esta providência reclama não apenas investimentos materiais e estruturais no Judiciário, mas também, sobretudo, determinação moral dos agentes políticos em cortar na própria carne.”

Busato condenou as absolvições pela Câmara de deputados envolvidos no esquema do “mensalão”. “A atitude do Congresso soa à população brasileira como desprezo escárnio à Justiça”, afirmou. “A pergunta que ecoa da voz das ruas é uma só: Perdemos a compostura?”

Já o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, defendeu a agilidade na conclusão das investigações dos envolvidos no “mensalão”. “Os acontecimentos que estamos vivenciando devem ser equacionados e solucionados rigorosamente mediante a aplicação dos mecanismos de fiscalização e controle constitucionalmente previstos.” Segundo Souza, as punições devem ser adotadas para todos, independentemente dos cargos que ocupam.